Seja Bem Vindo - 09/01/2026 13:06

  • Home
  • Notícias
  • As Equipes Femininas Mais Valiosas do Esporte em 2025

As Equipes Femininas Mais Valiosas do Esporte em 2025

Após três décadas de existência, a WNBA se encontra em uma posição delicada, enquanto os donos das equipes e o sindicato das jogadoras travam uma disputa por um novo acordo coletivo de trabalho. Vindo de duas temporadas que bateram recordes de público e de audiência na TV, as atletas querem uma parcela maior da receita crescente da liga, entre outras demandas. Os proprietários, naturalmente, querem manter os custos sob controle enquanto a liga entra em sua 30ª temporada com uma perspectiva de negócios mais promissora do que jamais teve.

Se os dois lados chegarem a um acordo e preservarem o ritmo, haverá uma longa fila de investidores prontos para aportar dinheiro na liga.

Esse entusiasmo ajuda a explicar por que, apesar da ameaça de uma paralisação, a WNBA está deixando outras modalidades femininas para trás. Na lista inaugural da Forbes das equipes femininas mais valiosas do mundo, as cinco primeiras são da liga — lideradas pelo New York Liberty, avaliado em US$ 400 milhões —, com todas as 12 franquias da WNBA entre as 25 primeiras do ranking.

O restante da lista de 2025 inclui oito franquias da National Women’s Soccer League (NWSL), além de cinco clubes europeus: três da Women’s Super League, da Inglaterra, e dois da Liga F, da Espanha. Todas as 25 equipes ranqueadas valem pelo menos nove dígitos, com média de US$ 224 milhões, e o Seattle Reign FC, da NWSL, estabelecendo o corte em US$ 105 milhões, segundo estimativas da Forbes.

Somadas, as 25 equipes são avaliadas em US$ 5,6 bilhões — um contraste enorme com poucos anos atrás, quando franquias femininas às vezes eram “brindes” em vendas de clubes masculinos sob o mesmo controle. Antes de Michele Kang assumir o Washington Spirit, em 2022, por US$ 35 milhões, por exemplo, times da NWSL eram negociados por menos de US$ 5 milhões. Agora, o Spirit ocupa a 20ª posição entre as equipes femininas, com estimados US$ 130 milhões. Já o Las Vegas Aces, da WNBA, teve uma valorização ainda mais dramática: comprado por US$ 2 milhões em 2021 pelo bilionário dono do Las Vegas Raiders, Mark Davis, hoje vale US$ 310 milhões — o 4º entre os times femininos.

Nesse meio-tempo, a NWSL trouxe patrocinadores de primeira linha, como AT&T e Google, e o Kansas City Current demonstrou as possibilidades transformadoras de um estádio próprio, projetando US$ 45 milhões em receita em 2025 e esperando chegar ao equilíbrio operacional. A liga também assinou, em 2023, novos acordos nacionais de transmissão no valor de US$ 240 milhões por quatro anos — pacote que deverá ganhar impulso na próxima temporada com a expansão dos acordos com ESPN e CBS Sports e uma nova parceria com a plataforma Victory+.

A WNBA está um passo à frente em direitos de mídia, tendo assinado em 2024 contratos que, segundo relatos, pagarão US$ 2,2 bilhões ao longo de 11 anos, e várias equipes já ensaiam lucratividade. A Forbes não avaliou o Golden State Valkyries neste ano, por ter estreado na temporada, mas a franquia projetava ao menos US$ 55 milhões em receita apenas com patrocínios e bilheteria — quase US$ 20 milhões a mais do que qualquer time feminino já havia arrecadado no total em um ano. E embora a armadora do Indiana Fever, Caitlin Clark, tenha perdido a maior parte da temporada por lesões, toda a liga se beneficiou do chamado “Efeito Caitlin Clark”, incluindo a própria jogadora, agora uma das atletas mais bem pagas do mundo.

A trajetória ascendente atraiu “peso-pesados” financeiros para os grupos de controle, incluindo as bilionárias Lauren Leichtman e Gail Miller e firmas de investimento como Carlyle e Sixth Street, na NWSL. As taxas de expansão também seguem disparando — para US$ 165 milhões por uma franquia da NWSL em Atlanta, no mês passado, e US$ 250 milhões para Cleveland, Detroit e Filadélfia na WNBA, em junho.

Ao mesmo tempo, investidores começam a olhar para o outro lado do Atlântico. O caso mais notável é o do Chelsea, da Women’s Super League, que vendeu 10% de participação em maio ao cofundador do Reddit, Alexis Ohanian, numa avaliação de cerca de US$ 250 milhões — o que colocou o clube em 10º entre os times femininos mais valiosos.

O acordo com Ohanian gerou ceticismo no mundo esportivo, especialmente porque o preço representava 17,4 vezes a receita pública do time, de cerca de US$ 14,5 milhões na temporada anterior. Mesmo para ligas femininas em rápido crescimento, esse múltiplo seria um ponto fora da curva — a título de comparação, a Forbes avaliou os clubes da NWSL, neste ano, a uma média de 8,8 vezes a receita da última temporada, e a média na WNBA foi altíssima: 14,4x. No entanto, um insider disse à Forbes que a receita do time feminino do Chelsea, separada do clube masculino, foi na verdade mais próxima de US$ 25 milhões em 2023–24, o que reduziria o múltiplo da venda para um muito mais razoável 10x.

A situação evidencia as finanças pouco transparentes dos clubes europeus femininos, que muitas vezes existem sob o guarda-chuva muito maior de times masculinos e que, salvo algumas exceções notáveis como Arsenal e Barcelona, receberam pouco investimento em instalações ou operações. De fato, em meio à preocupação de que equipes masculinas da Premier League estivessem começando a tratar seus times “irmãos” como cofres — vendendo participações para se fortalecer financeiramente e contornar restrições de folha salarial atreladas à receita —, o esporte ajustou suas regras no mês passado.

Para investidores, os times europeus têm outros pontos fracos em relação aos americanos: um mercado de direitos de mídia estagnado, estádios de segunda linha, regras de propriedade mais restritivas, um sistema de promoção e rebaixamento que pode dizimar a receita de equipes que caem de divisão e uma cultura esportiva menos comercializada, em que qualquer aumento de preço de ingresso gera revolta dos torcedores. Esses problemas são semelhantes aos que deprimem os valores dos clubes masculinos na Europa, mas há uma diferença-chave: no futebol feminino, os EUA reúnem o melhor talento do mundo.

Essa disparidade, porém, não está garantida para sempre. Algumas estrelas americanas, como Naomi Girma e Alyssa Thompson, mudaram-se para o exterior nos últimos anos, e a atacante do Spirit, Trinity Rodman, está atualmente sendo cortejada por equipes europeias sem teto salarial — com a NWSL, segundo relatos, correndo para introduzir um novo mecanismo de elenco que permita à liga mantê-la. Se o equilíbrio de talento continuar a migrar para a Europa, será uma grande vitória para um continente apaixonado por futebol, mas que hoje apresenta poucos “haves” e muitos “have-nots”.

Já os principais clubes europeus têm enorme valor de marca, com nomes e escudos reconhecidos no mundo todo graças a décadas de sucesso de seus times masculinos. Por isso, alguns insiders acreditam que os times femininos de Manchester City, Paris Saint-Germain e Bayern de Munique poderiam ser vendidos por US$ 100 milhões se fossem ao mercado — embora nenhum deles tenha feito muito para justificar tal preço, com a Deloitte listando suas receitas de 2023–24 em aproximadamente US$ 8 milhões, US$ 5 milhões e US$ 4 milhões, respectivamente.

“O futebol feminino europeu é como investimento seed ou pré-seed, enquanto a NWSL, em sua maioria, está em rounds Série A, Série B, até Série C”, diz um insider. “Isso significa que os investidores trazem uma lente de venture capital, de como pensar sobre empresas pré-receita ou de receita inicial, versus múltiplos de receita ‘reais’.”

Por outro lado, os preços das equipes na NWSL e na WNBA também não estão, necessariamente, ancorados em fundamentos atuais. Em um momento em que os EUA têm mais bilionários do que nunca — e com franquias esportivas já consolidadas como classe de ativos —, os lances são muito mais função do valor da escassez e de uma aposta em um futuro brilhante.

As Equipes Femininas Mais Valiosas do Esporte em 2025





Clique aqui para ver a Fonte do Texto

VEJA MAIS

Homens que vendiam carros de luxo a traficantes têm prisão decretada

A Justiça do Rio concedeu, a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ),…

O Agente Secreto é pré-indicado ao BAFTA; Wagner Moura fica de fora

A Academia Britânica de Cinema anunciou nesta sexta-feira (9/1) a pré-lista de indicados para a…

os Carros Premium Que Chegam Ao Brasil em 2026

DivulgaçãoCadillac Vistiq: marca de luxo da GM deve chegar ao Brasil em 2026. Acessibilidade L…