Fernando Musa é uma das figuras mais emblemáticas da publicidade brasileira, mas sua visão de liderança vai muito além dos roteiros de 30 segundos. Em um episódio especial do Forbes Talk, o executivo defende que, em uma era dominada por algoritmos e inteligência artificial, o diferencial competitivo mais valioso continua sendo a humanidade e a capacidade de contemplação.
Para Musa, a tecnologia trouxe uma eficiência inegável, mas também o risco da “ausência de fricção”. Ele argumenta que o desejo do mundo moderno de eliminar qualquer resistência, seja no consumo ou nas relações, pode enfraquecer a resiliência humana e a própria inovação. “O conflito sobre o trabalho é necessário. É da discussão e do choque de ideias que surge o ‘terceiro lugar’, a solução que ninguém havia imaginado sozinho”, afirma.
Além da Performance: A Busca pela Conexão
Como líder de agências globais, Musa observa que o mercado de 2026 exige que as marcas superem a guerra pela atenção e foquem na conexão. Ele destaca que, embora o digital ofereça escala, o físico e o concreto ganham relevância como espaços de experiência real e troca autêntica.
O executivo cita o exemplo de ecossistemas que unem o físico ao digital, como a Galeria Magalu, onde a cultura e o entretenimento se fundem ao varejo. “As marcas não são responsáveis por resolver todos os problemas do mundo, mas elas devem dar subsídios para que o indivíduo faça suas próprias escolhas. O marketing autêntico é aquele que permite ao outro saber exatamente com quem ele está lidando”, pontua.
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