O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), xingou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde a última quarta-feira (4/3) e que deixou penitenciária no interior de São Paulo rumo a um presídio federal, em Brasília, após transferência determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Veja o vídeo:
“Ainda bem que o desgraçado tá preso. Você imagina aquele desgraçado, que vivia em jatinho, rapaz, fazendo festa de milhões [e] agora preso lá na cadeia. Eu vi que a cela dele tem nove metros… Tomara que morra lá até apodrecer”, declarou o prefeito paulistano durante evento público na zona leste da cidade, na sexta-feira (6/3).
Daniel Vorcaro deixou a Penitenciária II Potim, no interior de São Paulo, no fim da manhã de sexta-feira (6/3), rumo a um presídio federal, em Brasília. A transferência acontece após Tribunal Federal (STF), na noite da última quinta-feira (5/3).
O ministro André Mendonça, do Supremo, acolheu o pedido da Polícia Federal (PF), que apontou a necessidade imediata da mudança do banqueiro, visando à manutenção de sua integridade física.
Vorcaro foi escoltado de Potim ao Aeroporto de São José dos Campos – uma viagem de 82 quilômetros –, onde embarcou às 13h20 em uma aeronave da PF.

Vorcaro foi escoltado de Potim ao Aeroporto de São José dos Campos
Fábio Vieira/Especial Metrópoles

Transferência para presídio federal acontece após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fábio Vieira/Especial Metrópoles

O banqueiro estava na Penitenciária II Potim, no interior de São Paulo
Fábio Vieira/Especial Metrópoles

O banqueiro Daniel Vorcaro, chega ao aeroporto Internacional de São José dos Campos em São Paulo, nesta tarde de sexta-feira, 06 de Março de 2026. Daniel Vorcaro vai ser transferido para a Penenteciária Federal de segurança máxima em Brasília.
Fábio Vieira/Especial Metrópoles

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), xingou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Operação Compliance Zero por lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de Justiça
Reprodução/Metrópoles

Daniel Vorcaro
Reprodução

Imagens do banqueiro Daniel Vorcaro no CDP 2 de Guarulhos, em SP
Reprodução SAP

Imagens do banqueiro Daniel Vorcaro no CDP 2 de Guarulhos, em SP
Reprodução SAP

Imagens do banqueiro Daniel Vorcaro no CDP 2 de Guarulhos, em SP
Reprodução SAP

Imagens do banqueiro Daniel Vorcaro no CDP 2 de Guarulhos, em SP
Reprodução SAP



Vorcaro preso
- Vorcaro e o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, foram presos na última quarta-feira (4/3).
- Eles são investigados pela terceira fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
- Primeiro, os dois foram levados à sede da Polícia Federal na Lapa, na zona oeste de São Paulo.
- Depois de audiência de custódia, foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, na região metropolitana da capital.
- Vorcaro e Zettel passaram a noite de quarta-feira no CDP II.
- Na quinta-feira (5/3), os dois foram transferidos para a Penitenciária II Potim, no Vale do Paraíba, interior de SP.
- No estabelecimento prisional estadual, os dois permaneceriam isolados por 10 dias, mas Vorcaro teve a transferência autorizada para o sistema federal, no qual dará entrada nesta sexta-feira.
- Zettel permanece preso em Potim.
No pedido de transferência, a PF argumentou que a lei prevê a inclusão “em estabelecimentos penais federais de segurança máxima aqueles para quem a medida se justifique no interesse da segurança pública ou do próprio preso condenado ou provisório”.
Para a PF, a Penitenciária Federal em Brasília apresenta condições institucionais que “permitem monitoramento mais próximo da execução da custódia, considerando a localização da unidade em relação aos órgãos responsáveis pela condução da investigação e pela supervisão judicial das medidas cautelares adotadas no âmbito do STF”.
O dono do Banco Master tem “capacidade de influência institucional” já evidenciada, ainda segundo a PF, que considera a penitenciária em Brasília o “ambiente dotado de estrutura de segurança compatível com a complexidade e a sensibilidade do caso em investigação”.