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Investidor Avalia o Impacto da Guerra sobre a Inflação Americana

Bom dia. Estamos na quarta-feira, 11 de março.

Cenários

Os mercados financeiros abrem nesta quarta-feira (11) em clima de cautela. Os investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (Consumer Price Index, CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos referente a fevereiro. Uma aceleração da inflação pode influenciar as decisões do Federal Reserve (FED), o banco central americano, sobre os juros.

A escalada do conflito no Oriente Médio segue pressionando os preços do petróleo. No pico da semana, o barril chegou perto de US$ 120. Na terça-feira, recuou para menos de US$ 90, após o presidente Donald Trump sinalizar que a guerra pode não se prolongar. Agora, os preços voltam a subir pela incerteza com relação ao futuro próximo da guerra.

A Agência Internacional de Energia (AIE) estuda liberar reservas de petróleo para estabilizar o mercado. A medida busca conter a volatilidade nos preços da energia, que já impacta consumidores e empresas nos EUA.

O aumento nos preços da gasolina é um dos principais fatores a ser observado no CPI de fevereiro. Economistas estimam que os preços da gasolina subiram cerca de 0,8% no mês. Desde o início do conflito entre EUA e Israel contra o Irã, no final de fevereiro, a gasolina acumula alta de mais de 18%, chegando a US$ 3,54 por galão, segundo a Associação Americana de Automobilistas (AAA).

A previsão de economistas é de alta de 0,3% no CPI de fevereiro, após avanço de 0,2% em janeiro. Em 12 meses, a estimativa aponta para inflação de 2,4%, mesma taxa registrada em janeiro.

O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, deve ter subido 0,2% no mês, desacelerando em relação ao 0,3% de janeiro. Em 12 meses, a expectativa é de avanço de 2,5%. A contenção no núcleo seria explicada pela queda nos preços de veículos usados e aumentos menores em aluguéis e passagens aéreas.

Já os preços de bens como vestuário e artigos para o lar devem registrar altas mais expressivas. As empresas ainda estão repassando aos consumidores os custos das tarifas de importação impostas por Donald Trump. Embora a Suprema Corte dos EUA tenha derrubado as tarifas no fim de fevereiro, Trump respondeu com uma tarifa global de 10%, com planos de elevar para 15%.

O cenário dificulta o corte de juros pelo FED. As expectativas do mercado já deslocaram a previsão de um corte de 25 pontos-base de julho para setembro, segundo dados da LSEG. O FED deve manter as taxas inalteradas na reunião da próxima semana.

O banco central americano também vai acompanhar a inflação medida pelo índice de Despesas de Consumo Pessoal (Personal Consumption Expenditure, PCE, na sigla em inglês). Os dados de janeiro, com divulgação prevista para esta sexta-feira (13), devem mostrar avanço sólido no núcleo do PCE.

Perspectivas

No pré-mercado americano, os principais índices operavam em queda. Os futuros do Dow Jones recuavam 0,27%, os do S&P 500 cediam 0,14% e os do Nasdaq 100 caíam 0,15%. O índice de volatilidade CBOE, conhecido como “índice do medo” de Wall Street, subia para 25,65 pontos.

A vice-presidente de Supervisão do FED, Michelle Bowman, deve fazer um discurso nesta quarta-feira. Seu pronunciamento será acompanhado de perto pelos investidores.

Indicadores

BRASIL

Vendas no varejo (Jan)

Esperado: – 0,1%

Anterior: – 0,4%

Vendas no varejo (12m)

Esperado: + 1,8%

Anterior: + 2,3%

ESTADOS UNIDOS

Índice de preços ao consumidor CPI (Fev)

Esperado: 0,3%

Anterior: 0,2%

Índice de preços ao consumidor CPI (12m)

Esperado: 2,4%

Anterior: 2,4%

Núcleo do índice de preços ao consumidor CPI (Fev)

Esperado: 0,2%

Anterior: 0,3%

Núcleo do índice de preços ao consumidor CPI (12m)

Esperado: 2,5%

Anterior: 2,5%



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