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Quem São os Bilionários Por Trás do Basquete Universitário dos EUA

Os grandes esportes universitários nunca foram exatamente baratos, mas, nos últimos cinco anos, à medida que uma série de decisões judiciais e mudanças de política passou a redirecionar o fluxo de dinheiro para os estudantes-atletas por meio de acordos de marketing ligados a nome e imagem e de um sistema de compartilhamento de receitas com as universidades, os departamentos esportivos passaram a ficar cada vez mais desesperados por dinheiro.

Muitos programas começaram a criar ou reformar áreas de assentos premium para elevar o preço dos ingressos, ou a assinar acordos de patrocínio que colocam logotipos corporativos diretamente no campo. Outras instituições, tentando acompanhar essa corrida, estão explorando acordos com investidores institucionais. Em dezembro, a Universidade de Utah firmou parceria com a Otro Capital, e a conferência Big 12 está negociando com outras duas empresas de private equity.

Mas, apesar de toda a inovação financeira que vem varrendo o esporte universitário, quando se trata de reforçar o orçamento, ainda não há nada como um patrono de bolsos profundos.

Em uma análise do Sports Business Journal com 110 escolas, as doações cresceram 40% de 2019 a 2023, e quase três quartos das instituições bateram recordes de captação depois que as novas regras entraram em vigor. E não faltam ex-alunos abastados para as universidades acionarem. Entre os 64 times que iniciam nesta quinta (19) e sexta-feira (20) o torneio masculino de basquete da NCAA, vários contam com o apoio de benfeitores bilionários.

Por exemplo, David Booth, que construiu uma fortuna estimada em US$ 2,4 bilhões como cofundador da gestora Dimensional Fund Advisors, prometeu cerca de US$ 300 milhões ao departamento esportivo da Universidade do Kansas no ano passado, após uma doação separada de US$ 50 milhões anunciada em 2017. O magnata das bebidas esportivas Mike Repole, por sua vez, colocou sua fortuna de US$ 2,5 bilhões a serviço de St. John’s, prometendo mais recentemente contribuir com até US$ 1 milhão para o fundo dos Red Storm. E Ryan Smith, cofundador da empresa de computação em nuvem Qualtrics e dono do Utah Jazz, da NBA, e do Utah Mammoth, da NHL, com fortuna estimada em US$ 3,3 bilhões, ajudou a recrutar o astro A.J. Dybantsa para a BYU.

Mesmo essas fortunas extraordinárias, porém, empalidecem diante deste “Sweet 16”, um grupo de superfãs — alguns dos quais nem sequer são ex-alunos — com patrimônio líquido combinado que a Forbes estima em US$ 365 bilhões.

Aqui estão alguns dos benfeitores mais ricos que fizeram doações aos departamentos esportivos dos times deste ano no March Madness.

Larry Ellison, Michigan

Patrimônio líquido: US$ 195,6 bilhões

Ellison, cofundador da Oracle, cujo patrimônio líquido chegou a ultrapassar brevemente US$ 400 bilhões em setembro antes de uma queda nas ações da gigante de software, abandonou a Universidade de Chicago e a Universidade de Illinois, mas assinou um grande cheque para a Universidade de Michigan — rival dos Illini na Big Ten — em 2024. O bilionário de tecnologia de 81 anos teria ajudado a financiar o pacote de NIL de oito dígitos que tirou o recruta de futebol americano Bryce Underwood da LSU e o levou para Michigan, alma mater de sua esposa, Jolin.

Ellison conta, no apoio aos Wolverines — cabeça de chave número 1 da região Centro-Oeste do torneio da NCAA neste ano —, com a companhia do incorporador imobiliário de 85 anos e dono do Miami Dolphins, Stephen M. Ross (patrimônio estimado em US$ 17 bilhões), cujas doações ao longo da vida para Michigan somam, segundo relatos, US$ 480 milhões, incluindo US$ 100 milhões para o departamento esportivo anunciados em 2013.

Dan Gilbert, Michigan State

Patrimônio líquido: US$ 23,4 bilhões

Os Spartans, cabeça de chave número 3, têm vários benfeitores bilionários. Gilbert, dono de 64 anos do Cleveland Cavaliers, da NBA, doou US$ 15 milhões por meio de sua fundação familiar em 2016 para a reforma da arena de basquete da Michigan State, e sua empresa, a financiadora imobiliária Rocket Companies, é patrocinadora dos Spartans.

Enquanto isso, o CEO da United Wholesale Mortgage e dono do Phoenix Suns, Mat Ishbia, com fortuna estimada em US$ 8,4 bilhões, prometeu US$ 32 milhões em 2021 e mais US$ 14 milhões em 2022, e seu irmão, o investidor Justin Ishbia, retirou de sua fortuna de US$ 5,8 bilhões uma doação de US$ 10 milhões em 2024 e mais de US$ 1 milhão em 2025. E o integrante do Hall da Fama do basquete Magic Johnson, que liderou os Spartans ao título da NCAA em 1979 e hoje vale US$ 1,6 bilhão, já disse estar “disposto a fazer o que for preciso” pela escola.

Mas a maior doação da Michigan State vem de um casal que não aparece na lista de bilionários da Forbes. Em dezembro, o CEO da Acrisure, Greg Williams, e sua esposa, Dawn, comprometeram US$ 401 milhões para a universidade, incluindo US$ 290 milhões destinados ao departamento esportivo e US$ 100 milhões para a criação de uma entidade voltada ao desenvolvimento de novas fontes de receita para os programas esportivos da escola.

Jerry Jones, Arkansas

Patrimônio líquido: US$ 20,5 bilhões

Jones, o dono de 83 anos do Dallas Cowboys, da NFL, que primeiro enriqueceu como empresário do petróleo, doou 256 acres de terra ao braço de arrecadação do departamento esportivo da Universidade do Arkansas em 2015, como parte de um presente avaliado em US$ 10,65 milhões. Parte do dinheiro foi destinada a um monumento em homenagem ao time campeão nacional de futebol americano de 1964 dos Razorbacks, que tinha Jones como offensive lineman.

Arkansas, cabeça de chave número 4 neste ano, tem outro apoiador de destaque no chairman da Tyson Foods, John Tyson, de 72 anos, que tem fortuna estimada em US$ 3,1 bilhões e doou US$ 6 milhões para a reforma da pista coberta da universidade, além de patrocinar os Razorbacks por meio de sua empresa. Mas Arkansas também se sai muito bem sozinha quando o assunto é faturar: segundo a base de dados financeiros da Sportico sobre programas esportivos de universidades públicas, os Razorbacks ficaram em sexto lugar em receita com ingressos do basquete masculino em 2023-24 (a temporada mais recente com dados disponíveis), à frente de potências como UConn e Michigan State.

Nancy Walton Laurie, Missouri

Patrimônio líquido: US$ 19,2 bilhões

Walton Laurie e seu marido, Bill, doaram de forma célebre US$ 25 milhões à Mizzou em 2001 para que a nova arena de basquete recebesse o nome da filha do casal — apenas para que o acordo de naming rights fosse encerrado quando a jovem se viu envolvida em um escândalo de fraude acadêmica. Mas a filha de 74 anos de Bud Walton, cofundador do Walmart, não é a única integrante da família mais rica dos Estados Unidos a apoiar os Tigers, cabeça de chave número 10. O estádio de atletismo da universidade leva há 30 anos o nome da mãe de Walton Laurie, Audrey, que no ano passado contribuiu para a reforma da instalação.

Charles Ergen, Tennessee

Patrimônio líquido: US$ 15 bilhões

Ergen, o cofundador de 73 anos da EchoStar, controladora da Dish Network, viu seu patrimônio cair para menos de US$ 800 milhões em 2023, mas sua fortuna voltou a disparar graças, em parte, à controversa venda das licenças de espectro da companhia para a AT&T no ano passado. Ele destinou parte desse dinheiro ao financiamento de programas esportivos e acadêmicos da Universidade do Tennessee, onde obteve seu diploma de bacharel.

Entre os outros apoiadores notáveis dos Volunteers, cabeça de chave número 6, estão o dono do Cleveland Browns, Jimmy Haslam (patrimônio líquido: US$ 10,3 bilhões), e seu irmão Bill Haslam (US$ 6 bilhões), cujo sobrenome batiza a escola de negócios.

Dan Cathy, Clemson

Patrimônio líquido: US$ 13,6 bilhões

O pai de Cathy, Truett, fundou o Chick-fil-A em 1967, construindo uma fortuna que fez da família a oitava mais rica do país em 2024, com patrimônio coletivo de US$ 33,6 bilhões. Dan, de 73 anos, na verdade estudou na Georgia Southern University, mas ele e sua esposa, Rhonda, doaram milhões para Clemson, cabeça de chave número 8 no torneio da NCAA deste ano e alma mater de seu filho Ross, que também criou bolsas para estudantes com deficiência.

Tilman Fertitta, Houston

Patrimônio líquido: US$ 11,5 bilhões

Fertitta teria doado US$ 70 milhões à Universidade de Houston, incluindo US$ 20 milhões ao departamento esportivo em 2016 para ajudar na reforma da arena de basquete, que agora leva seu nome. O dono de 68 anos do Houston Rockets, da NBA, e também da Landry’s, conglomerado de restaurantes, hotéis e cassinos, não faz mais parte do conselho de regentes do sistema universitário, tendo deixado o cargo no ano passado ao ser indicado para se tornar embaixador dos Estados Unidos na Itália e em San Marino. Mas Fertitta continua apaixonado pelos Cougars, cabeça de chave número 2, e já pediu publicamente que a escola melhore sua arrecadação para NIL.

Mark Stevens, Santa Clara

Patrimônio líquido: US$ 10,7 bilhões

Stevens, de 66 anos, era sócio da Sequoia Capital quando a gestora investiu em Google, LinkedIn e PayPal, e hoje tem sua própria firma, a S-Cubed Capital. Ele retribuiu por meio de doações à sua alma mater, a USC, assim como à Santa Clara University, cabeça de chave número 10, onde sua esposa, Mary, obteve o diploma de bacharel e hoje atua como conselheira. O estádio de futebol e a instalação de treino da universidade levam o sobrenome do casal, que também ajudou a construir um centro atlético onde estudantes-atletas podem treinar, estudar e receber tratamento médico.

Jeffery Hildebrand, Texas e Texas A&M

Patrimônio líquido: US$ 10,6 bilhões

Hildebrand é um grande doador para duas instituições diferentes no torneio da NCAA. O magnata do petróleo de 67 anos já doou mais de US$ 100 milhões para diversos programas acadêmicos e esportivos da Universidade do Texas, sua alma mater, que venceu na terça-feira o jogo do “First Four” como cabeça de chave número 11 e conta com outro apoiador bilionário do petróleo, Robert Rowling (patrimônio líquido: US$ 8,1 bilhões). Hildebrand também apoiou a Texas A&M University, cabeça de chave número 10, onde seu pai, Thomas, estudou medicina veterinária, e sua filha, Brittany, integrou a equipe campeã nacional de hipismo. Hildebrand ajudou a construir um centro equestre de nível internacional e um percurso de cross-country para os Aggies.

Com apoios como esse, Texas e Texas A&M ficaram em 1º e 2º lugar entre 240 departamentos esportivos de universidades públicas em contribuições totais de doadores entre 2022 e 2024, com US$ 304 milhões e US$ 258 milhões, respectivamente, segundo a Knight-Newhouse College Athletics Database.

Josh Harris, Penn

Patrimônio líquido: US$ 10,2 bilhões

Os cursos de graduação da Universidade da Pensilvânia, cabeça de chave número 14, formaram mais bilionários americanos do que qualquer outra instituição, segundo levantamento da Forbes em 2024, e Harris está entre os que retribuem à universidade. Em 2018, o cofundador de 61 anos da gestora Apollo Global Management e dono do Washington Commanders, da NFL, do Philadelphia 76ers, da NBA, e do New Jersey Devils, da NHL, doou US$ 1 milhão para a equipe de luta livre, modalidade que praticou nos anos 1980.

Outro bilionário de Penn, Ronald Perelman, com fortuna estimada em US$ 1,6 bilhão, também fez doações para causas esportivas e acadêmicas da universidade.

Les Wexner, Ohio State

Patrimônio líquido: US$ 8,9 bilhões

Wexner há muito é o benfeitor mais conhecido dos Buckeyes, cabeça de chave número 8, tendo servido como conselheiro do centro médico da Ohio State e doado US$ 2,5 milhões em 2007 para o complexo de treinos do futebol americano — duas instalações que hoje levam seu nome. No entanto, o fundador de 88 anos do império varejista L Brands, cujo sobrenome também batiza o centro de artes da universidade, enfrenta indignação por seus laços com Jeffrey Epstein, além de acusações de abuso sexual contra um médico da Ohio State durante o período em que Wexner esteve no conselho de regentes da universidade, nos anos 1990. Alguns estudantes e moradores influentes do estado pediram que a universidade renomeie os prédios, e houve demandas semelhantes em Harvard, outra instituição que recebeu apoio financeiro de Wexner.

Não existe controvérsia semelhante, porém, em torno de LeBron James, astro do Los Angeles Lakers, cujo patrimônio líquido é estimado em US$ 1,4 bilhão. Embora o nativo de Akron não tenha feito uma doação em dinheiro publicamente divulgada para os Buckeyes, ele usou sua conexão com a Nike para doar equipamentos às equipes esportivas da universidade.

Paul Tudor Jones II, Virginia

Patrimônio líquido: US$ 8,1 bilhões

Graças a uma doação de US$ 35 milhões de Jones, a arena de basquete da Universidade da Virgínia, cabeça de chave número 3, leva o nome de seu pai, John Paul Jones, desde sua inauguração em 2006. Além do apoio ao esporte, o gestor de hedge fund de 71 anos e sua esposa, Sonia, doaram US$ 40 milhões para a construção do Contemplative Commons da universidade, que abriga espaços para pesquisa e palestras, além de atividades como dança e ioga.

Gail Miller, Utah State

Patrimônio líquido: US$ 4,8 bilhões

Antes de seu marido, Larry, morrer em 2009, eles transformaram uma única concessionária Toyota em Murray, Utah, em uma grande rede. Miller, de 82 anos, que não estudou na Utah State, cabeça de chave número 9, mas recebeu um doutorado honorário da universidade em 2024, apoiou a instituição tanto no esporte quanto na academia, com doações para a escola de negócios, e embora tenha vendido o Utah Jazz, da NBA, em 2020, segue como figura central no cenário esportivo do estado. No ano passado, a sétima mulher self-made mais rica dos Estados Unidos comprou o Real Salt Lake, da MLS, e o Utah Royals, da NWSL.

Anthony Pritzker, UCLA

Patrimônio líquido: US$ 4,4 bilhões

Pritzker, de 65 anos, que comanda uma firma de private equity e está entre os herdeiros da fortuna da Hyatt Hotels, contribuiu para o esporte e para a academia da UCLA, cabeça de chave número 7, por meio da fundação criada com sua agora ex-esposa, Jeanne, fornecendo mais de US$ 115 milhões entre 1996 e 2023. O Pritzker Hall, onde funciona o departamento de psicologia da universidade, e o UCLA Pritzker Center for Strengthening Children and Families, que busca reduzir a necessidade de acolhimento familiar, levam seu sobrenome.

Pritzker talvez em breve tenha companhia de outro benfeitor bilionário em Casey Wasserman, que está vendendo uma participação em sua agência de talentos homônima, a qual a Forbes estima poder valer mais de US$ 800 milhões. O neto de 51 anos do influente agente de Hollywood Lew Wasserman integrou o comitê de busca que contratou o técnico de futebol americano Bob Chesney em dezembro e, segundo relatos, doou cerca de US$ 20 milhões para um centro de treinamento do futebol americano que leva seu nome. Como Wexner, porém, Wasserman enfrentou críticas por aparecer nos arquivos de Epstein, no seu caso por mensagens de flerte trocadas com Ghislaine Maxwell.

David Rubenstein, Duke

Patrimônio líquido: US$ 4,2 bilhões

Rubenstein, o bilionário de private equity de 76 anos que cofundou o Carlyle Group, integrou o conselho de curadores de Duke de 2005 a 2017 e apoiou diversas causas na universidade, incluindo uma doação de US$ 10 milhões ao departamento esportivo em 2012 e US$ 25 milhões para um novo prédio de artes em 2015. Os Blue Devils, cabeça de chave número 1 geral do torneio da NCAA neste ano, estão colocando o dinheiro em prática: a Sportico constatou que a universidade tinha o segundo maior orçamento do basquete masculino entre os participantes do torneio deste ano, atrás apenas da Universidade de Kentucky.

Jim Davis, Villanova

Patrimônio líquido: US$ 4 bilhões

Fundar a Allegis Group, a maior empresa de recrutamento dos Estados Unidos, tornou tanto Davis quanto seu primo Stephen Bisciotti bilionários. Em outra colaboração com um membro da família, Davis e seu irmão William ajudaram a construir um centro de treinamento que leva seu nome para as equipes masculina e feminina de basquete da Villanova, cabeça de chave número 8, inaugurado em 2007. Davis, de 66 anos, também alimenta sua paixão por esportes como sócio minoritário do St. Louis Cardinals, da MLB.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com



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