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CPMI do INSS: ministro da Agricultura é exonerado para votar contra relatório

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD) foi exonerado nesta sexta-feira (27) para voltar ao Senado Federal e participar da votação do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

O objetivo do governo é tentar evitar a aprovação do relatório elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI, que solicita que a Advocacia do Senado peça à Justiça a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Apesar da citação, o relatório só terá efeitos se for aprovado.

Gaspar começou a leitura do relatório nesta sexta-feira, e o documento precisa ser votado até sábado (28), data limite de funcionamento da CPMI, após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter negado a prorrogação dos trabalhos da comissão. Com a mudança, a expectativa é que o governo reúna o voto de 20 parlamentares para rejeitar o texto apresentado pelo relator.

A senadora Margareth Buzetti (PP-MT), suplente de Fávaro e alinhada à oposição ao governo Lula, é titular do colegiado na quinta vaga do bloco parlamentar dos partidos MDB, PSDB, Podemos, União. Com a volta de Fávado ao Senado, Buzetti perde o mandato, e o primeiro suplente, senador Beto Faro (PT-PA), que assumiu essa posição na manhã desta sexta, passa ter vaga de titular.

Entenda
Ainda nesta sexta-feira, Gaspar apresentou um parecer final com recomendação de indiciamento de 216 pessoas. A análise ocorre após decisão do STF que derrubou a liminar que permitia a prorrogação do colegiado. Entre os nomes incluídos está o de Lulinha. 

A defesa do filho do presidente Lula nega irregularidades e afirma que ele não é investigado formalmente pela Polícia Federal, embora seu nome tenha sido citado durante as apurações, inclusive em operações de busca relacionadas à empresária Roberta Luchsinger. O relatório menciona indícios de proximidade com investigados, mas a CPMI não conseguiu avançar em suspeitas como supostas “mesadas” e viagens custeadas por empresários.



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