A Mosaic anunciou nesta quarta-feira (08) que vai paralisar duas unidades de fosfato no Brasil, cortar empregos e reduzir a produção anual em cerca de 1 milhão de toneladas, como parte de seus esforços para conter custos, realocar capital e buscar a venda de ativos.
A empresa norte-americana iniciará a paralisação e desmobilização de seu Complexo de Mineração e Química Araxá e atividades de mineração relacionadas em seu Complexo Patrocínio, o que levará à redução da força de trabalho em ambos os locais.
A Mosaic não divulgou quantos funcionários serão afetados.
O Brasil é um importante polo de produção para a Mosaic, que vem reduzindo seu portfólio e investimentos após períodos de excesso de oferta que impactaram negativamente os mercados de fertilizantes e seus lucros.
A Mosaic vendeu sua mina de potássio Taquari-Vassouras e paralisou a unidade de mineração de fosfato Patos de Minas, em 2025.
A empresa planeja buscar a venda de seus ativos em Araxá, enquanto continua o desenvolvimento de um projeto separado de nióbio em Patrocínio.
“Acreditamos que paralisar as instalações e buscar uma possível venda seja o caminho certo a seguir”, disse Bruce Bodine, CEO da Mosaic, na quarta-feira (08). “Essa decisão reflete o foco contínuo da Mosaic na disciplina em relação à alocação de capital e aos retornos.”
O impacto no lucro operacional ajustado deverá ser limitado, informou a empresa.
Após a conclusão de um possível acordo, a Mosaic espera que o investimento anual diminua em cerca de US$ 20 milhões (R$ 101,7 milhões) a US$ 30 milhões (R$ 152,6 milhões), com as despesas operacionais projetadas para cair em aproximadamente US$ 70 milhões (R$ 356,2 milhões) a US$ 80 milhões (R$ 407,1 milhões).
A empresa espera registrar uma despesa antes dos impostos entre US$ 350 milhões (R$ 1,7 bilhões) e US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) no primeiro trimestre de 2026.