A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um homem de 19 anos por importunação sexual, estupro virtual e agressão física. O suspeito, identificado como Nicolas Rabelo Cosendey Muniz, é acusado de intimiar várias jovens, enviando fotos e vídeos se masturbando — principalmente para alunas da Universidade de Brasília (UnB).
Além dos vídeos pornográficos, as conversas eram extremamente invasivas e constrangedoras. A maior parte ocorreu pelas redes sociais, embora em alguns casos tenha sido presencial.
Pelo menos quatro ocorrências foram registradas ao longo de 2025. Em uma delas, a vítima diz que o investigado a viu em um ônibus, saindo da UnB, a localizou nas redes sociais e iniciou a perseguição: “Quando te vi no ônibus, minha vontade era só de te pegar e te sequestrar para a minha casa“.
A mulher relatou que Nicolas se sentou ao lado dela, puxou conversa e, sem mais nem menos, pediu as redes sociais dela. Após muita insistência, ela passou, pois não achou que pudesse haver nenhum mal nisso. Foi quando ele começou a enviar mensagens de cunho sexual e sem consentimento da jovem.
Veja prints de conversas:

Na mensagem, o investigado fala que quer ver vítima peladinha
Imagem cedida ao Metrópoles

Uma das vítimas fala que o investigado mandou vídeo dele se masturbando
Imagem cedida ao Metrópoles

O homem fala que ia fazer a vítima gemer
Imagem cedida ao Metrópoles

Ele também perguntou se a jovem vendia conteúdos
Imagem cedida ao Metrópoles

Outro print mostra ele falando que quer ver a vítima peladinha
Imagem cedida ao Metrópoles

O homem fala obscenidades para outra jovem
Imagem cedida ao Metrópoles

Ele manda mensagem para uma estudante falando do corpo dela
Imagem cedida ao Metrópoles

O investigado fala do encontro em um ônibus e que quer “pegar” a vítima
Imagem cedida ao Metrópoles

Vítima reage ao comentário invasivo do investigado
Imagem cedida ao Metrópoles
Vítimas com medo
Outras jovens também registraram Boletim de Ocorrência, no início deste mês, contra Nicolas, após novos casos de assédios. Temerosas, as estudantes importunadas acreditam que só se sentirão seguras se o rapaz for preso.
Uma das vítimas, integrante de um grupo criado para denunciar casos semelhantes envolvendo o mesmo suspeito, disse que ficou assustada ao receber uma mensagem dele pelo Instagram.
Duas das ocorrências estão sendo apuradas pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher na Asa Sul (Deam I).
“Você tá querendo é pica”
Para outra vítima, Nicolas enviou um vídeo se masturbando e disse: “Você tá querendo é pica”. Insistente, o homem sempre continua os assédios, mesmo diante da negativa das jovens: “Só me deixa ver a cor da sua calcinha”. Uma outra moça denunciou que também foi importunada pelo rapaz: “Impossível não elogiar os seus peitos. Quando te vi pessoalmente, fiquei obcecado por eles”.
Uma das vítimas relata que conheceu Nicolas em uma viagem para um congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Eles chegaram a ter uma relação inicial, mas a situação azedou após comentários rudes e sexuais por parte dele, que acabaram em xingamentos e humilhações. Ele teria, ainda, desferido um soco contra o rosto dela.
Após o caso vir à tona, uma outra denunciante revelou que o suspeito, quando ainda era adolescente, levou uma surra por importunar jovens em uma escola pública de Taguatinga. “Ele namorou uma amiga e, no início, parecia um cara legal. Pouco tempo depois, mostrou as asinhas. É um manipulador nojento, que se aproveita de carentes”, ressaltou ela.
A coluna Na Mira tentou contato com o suspeito, que não respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.