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PF suspeita que MC Gui recebeu “dinheiro ilícito” de operador de Ryan

Ao representar pela prisão do funkeiro Ryan Santana dos Santos, o Mc Ryan, e outras 39 pessoas, a Polícia Federal (PF) apontou uma série de transações suspeitas que podem indicar o envolvimento de mais influenciadores no suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de produtoras musicais. De acordo com a investigação, a estrutura criminosa, que seria liderada por Ryan, teria movimentado pelo menos R$ 1,6 bilhão. O funkeiro foi detido na última quarta-feira (15/4) na operação Narco Fluxo.

Como revelado pelo Metrópoles, a PF apontou, por exemplo, movimentações suspeitas envolvendo uma empresa de Pablo Marçal, que enviou R$ 4,4 milhões para Ryan, e de Deolane Bezerra, que recebeu R$ 430 mil da produtora de Ryan e transferiu R$ 1,16 milhão ao Instituto Neymar Jr. Além deles, Guilherme Kauê Castanheira Alves, o Mc Gui, também foi citado.

O nome do funkeiro apareceu em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações realizadas por Alexandre Paula de Sousa Santos. “Belga”, como é conhecido, é apontado na investigação como um operador de Ryan. Em 2024, ele enviou R$ 150 mil a Mc Gui.

PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em operação por lavagem de dinheiro
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PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em operação por lavagem de dinheiro

Material cedido ao Metrópoles

A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias
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A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias

Divulgação/Polícia Federal

Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior
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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior

Divulgação/Polícia Federal

Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens
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Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens

Divulgação/Polícia Federal

Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão
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Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão

Divulgação/Polícia Federal

Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos
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Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos

Divulgação/Polícia Federal

A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal
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A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal

Divulgação/Polícia Federal

São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária
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São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária

Divulgação/Polícia Federal

“Após atuar na linha de frente como ‘escudo’ e recepcionar milhões das processadoras de apostas, Alexandre repassa, em uma única transação, a quantia de R$ 150 mil para Guilherme Kauê Castanheira Alves, nacionalmente conhecido como o cantor ‘Mc Gui’”, dizem os delegados que assinam a representação.

Na representação, eles ainda afirmam que o funkeiro “possui um vasto histórico associado a ilícitos” e mencionam investigações por lavagem de dinheiro, golpes de leilão de veículos e uma prisão, em 2021, em um cassino clandestino.

“O repasse efetuado por Alexandre sugere que o dinheiro ilícito transita livremente entre os influenciadores do grupo, indicando possivelmente o pagamento por parcerias de divulgação de jogos, distribuição de lucros do esquema ou a contínua mescla de capitais suspeitos sob a fachada do entretenimento”, diz a PF.

O Metrópoles questionou a equipe de Mc Gui sobre a transferência e a citação da Polícia Federal. Até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Líder do esquema

Mc Ryan SP foi preso na manhã da última quarta-feira (15/4), durante a operação Narco Fluxo. Além dele, outros influenciadores foram detidos, como o funkeiro Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página de fofocas Choquei.

De acordo com a investigação, MC Ryan era o principal beneficiário da organização criminosa e desempenhava diferentes papéis no esquema. Ele utilizava empresas dele ligadas à produção musical e a própria fama nas redes sociais para mesclar receitas legítimas com dinheiro ilícito de apostas ilegais e rifas digitais. As autoridades citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O artista também teria transferido participações societárias para “laranjas”, inclusive familiares, para ocultar seu patrimônio. Após a lavagem, o dinheiro era reinserido na economia formal a partir da aquisição de imóveis de alto padrão, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor.

A PF ainda aponta que Ryan pagava operadores de mídia para publicar conteúdos favoráveis a ele e promover suas plataformas de apostas. A ação ainda teria o objetivo de mitigar eventuais crises de imagem relacionadas às investigações.



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