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Ibovespa Avança com Petrobras; Volume Fica Abaixo da Média em Meio a Tensões no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (20), com as ações da Petrobras entre os principais suportes, mas o volume negociado ficou abaixo da média, com o feriado no Brasil na terça-feira (21) endossando cautela diante de um cenário incerto no Oriente Médio.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,2%, a 196.132,06 pontos, após marcar 195.281,94 pontos na mínima e 196.724,17 pontos na máxima do dia, vindo de três quedas seguidas. O volume financeiro somou R$ 22,7 bilhões, abaixo das médias diárias do mês, de R$ 44,25 bilhões, e do ano, de R$ 36,98 bilhões. Na terça-feira, a B3 estará fechada em razão do feriado pelo Dia de Tirandentes.

Conflito EUA e Irã

No fim de semana, os Estados Unidos apreenderam um navio de carga iraniano que tentou furar o bloqueio naval norte-americano e o Irã prometeu retaliar, o que elevou temores de uma retomada das hostilidades. Teerã também rejeitou no domingo novas negociações de paz com Washington após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que estava enviando emissários ao Paquistão e ameaçar novos ataques se os iranianos não aceitarem seus termos.

Nesta segunda-feira, Trump afirmou que não estava sob pressão para fechar um acordo com o Irã, mas que tudo acontecerá de maneira relativamente rápida.

Uma autoridade sênior iraniana afirmou que Teerã está analisando positivamente sua participação em possíveis negociações de paz com os EUA, mas que nenhuma decisão final foi tomada. O Ministério das Relações Exteriores do país disse que “contínuas violações do cessar-fogo” por parte dos EUA representam um grande obstáculo à continuidade do processo diplomático.

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permaneceu praticamente parado nesta segunda-feira. Apenas um navio saiu do Golfo Pérsico pelo estreito, enquanto dois entraram no espaço de 12 horas, segundo dados de rastreamento de navios mostraram nesta segunda-feira, uma fração do que normalmente é cerca de 130 navios por dia.

“A semana passada foi marcada por um rali questionável, sustentado pela esperança de que a paz estivesse logo ali, mas as notícias do fim de semana esfriaram esse otimismo, e a semana começa de forma mista, com muitas perguntas ainda sem resposta”, afirmou a analista sênior Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote, em comentário a clientes.

Destaques

  • PETROBRAS PN avançou 1,73% e PETROBRAS ON subiu 1,83%, favorecidas pelo movimento dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent fechou em alta de 5,64%, a US$ 95,48.
  • SABESP ON valorizou-se 4,36%, endossada por analistas do JPMorgan, que elevaram o preço-alvo das ações de R$ 152 para R$200 e reiteraram recomendação “overweight”.
  • BRASKEM PNA fechou em alta de 1,47%, após divulgar que a acionista Novonor assinou a venda do controle da petroquímica para a IG4, em operação que prevê uma oferta de aquisição das ações em circulação no mercado.
  • VALE ON cedeu 1,14%, mesmo com a alta dos futuros do minério de ferro na China. Analistas do Barclays cortaram a recomendação dos papéis da mineradora para “equalweight”, mas elevaram o preço-alvo dos ADRs de US$ 16,50 para US$ 17.
  • BRADESCO PN recuou 1,08%, em pregão de ajustes, após 10 pregões seguidos fechando no azul. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,92% e BANCO DO BRASIL ON caiu 0,49%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT encerrou com variação positiva de 0,03%.
  • VAMOS ON subiu 3,63%, tendo de pano de fundo comunicado da empresa de que obteve subscrições efetivas e compromissos de subscrição de investidores em montante suficiente para que seja atingida a subscrição total mínima de R$ 400 milhões necessária para a homologação do aumento de capital, que poderá atingir até R$ 600 milhões.
  • TOTVS ON recuou 1,61%, após desempenho positivo na semana passada (+4,7%), com agentes financeiros ainda avaliando potenciais reflexos para a companhia provenientes da inteligência artificial.

Dólar

Em uma sessão marcada pela baixa liquidez, o dólar oscilou em margens estreitas ante o real e fechou a segunda-feira perto da estabilidade, com os investidores atentos à possibilidade de uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã.

O dólar à vista fechou o dia em leve baixa de 0,19%, aos R$ 4,9742. No ano, a divisa passou a acumular queda de 9,38% ante o real.

Às 17h04, o dólar futuro para maio (atualmente o mais líquido no mercado brasileiro) cedia 0,11% na B3, aos R$ 4,9845.

Nas idas e vindas de EUA e Irã, o dólar sustentava perdas firmes ante outras moedas fortes, como o euro e a libra, mas exibia no fim da tarde sinais mistos ante moedas de países emergentes. A moeda norte-americana subia ante a rupia indiana e o peso chileno, mas caía ante o peso colombiano e o peso mexicano.

No Brasil, o fato de terça-feira ser feriado reduziu a liquidez no mercado cambial. Sem a garantia de que haja um acordo para dar fim à guerra, as cotações pouco se movimentaram.

Após marcar a cotação máxima intradia de R$ 4,9926 (+0,18%) às 11h51, o dólar à vista cedeu à mínima de R$ 4,9711 (-0,25%) às 15h23. Da máxima para a mínima, a oscilação foi de apenas -0,43%.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

Às 17h10, o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – caía 0,40%, a 98,057.

Petróleo

Os preços do petróleo subiram cerca de 6% nesta segunda-feira, devido à incerteza sobre as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, depois que a violência explodiu em torno do Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$ 5,10, ou 5,64%, para fechar a US$ 95,48 o barril. O West Texas Intermediate dos Estados Unidos avançou US$ 5,76, ou 6,87%, para fechar a US$ 89,61.

Ambos os contratos caíram 9% na sexta-feira, registrando suas maiores quedas diárias desde 18 de abril, depois que o Irã disse que a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz estava aberta até o fim do cessar-fogo.

Com um cessar-fogo de duas semanas previsto para expirar no final desta semana, as novas hostilidades lançam dúvidas sobre as perspectivas de uma segunda rodada de negociações entre os EUA e o Irã no Paquistão.

Apesar da incerteza sobre o cessar-fogo, os analistas observaram que os preços do petróleo estavam fora de máximas observadas no início do conflito no Oriente Médio. “Enquanto não houver uma guerra em grande escala, minha sensação é de que os preços vão baixar lenta mas continuamente”, disse Yawger.

Wall Street

O mercado acionário nos Estados Unidos fechou em leve queda, com cada um dos três principais índices saindo de uma terceira semana consecutiva de ganhos.

O Irã abriu o Estreito de Ormuz na sexta-feira, alimentando uma ampla alta no mercado, com o S&P 500 e o Nasdaq registrando recordes pela terceira sessão consecutiva, obtendo seus maiores ganhos semanais em 11 meses. No entanto, Teerã fechou novamente a importante via marítima no fim de semana.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 0,22%, encerrando em 7.110,22 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,25%, para 24.408,00 pontos. O Dow Jones Industrial Average teve uma variação negativa de 0,01%, para 49.445,24 pontos.



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