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Novo Estudo Aponta Presença de Substâncias Perigosas nos Vapes

O uso de cigarros eletrônicos, também conhecidos como vape, é um tema que tem ganhado cada vez mais atenção. Já foram, inclusive, tema de diversos textos neste espaço. E não por acaso. Estes dispositivos já são reconhecidos como um fator de risco para diversas doenças, especialmente inflamatórias e pulmonares, incluindo condições que podem evoluir para fibrose pulmonar e até câncer.

Agora, foi divulgado um novo estudo do Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), que reforça o alerta sobre o perigo da utilização destes dispositivos.

A equipe de pesquisadores encontrou duas substâncias tóxicas, consideradas perigosas por autoridades sanitárias do Reino Unido e dos Estados Unidos. Uma delas é o diacetil, um aromatizante que geralmente é adicionado para realçar o sabor. A outra é o acetato de vitamina E, usado como um componente para dar corpo ao líquido.

Também foram encontrados aldeídos como formaldeído, acetaldeído e acroleína, que podem causar irritação das vias respiratórias e, em alguns casos, apresentam potencial carcinogênico.

Além disso, o vape contém nicotina e diversas outras substâncias químicas, como níquel e chumbo, formando um conjunto altamente nocivo. A inalação desses compostos pode causar inflamação das vias aéreas, comprometendo a saúde pulmonar e aumentando significativamente os riscos a longo prazo.

Um ponto de grande preocupação é o perfil de quem mais utiliza esses dispositivos, essencialmente os jovens. O apelo visual, os sabores e a ideia de que seriam menos prejudiciais contribuem para essa popularização. No entanto, essa percepção não corresponde à realidade. Por trás dessa aparência atrativa, há riscos sérios à saúde.

Em vários países, o vape já é considerado uma das principais ameaças emergentes à saúde pública. No Brasil, sua comercialização é proibida. Ainda assim, o uso segue crescente, especialmente entre adolescentes e adultos jovens, mesmo sem conhecimento sobre a origem do produto.

O alerta é claro: quem não utiliza, não deve começar. E quem já faz uso deve buscar interromper o quanto antes. Na prática clínica, já é possível observar casos preocupantes, com jovens apresentando danos pulmonares semelhantes aos de pessoas muito mais velhas, com longo histórico de tabagismo.

Trata-se de um hábito que pode trazer consequências graves e que exige conscientização urgente.

*Dr. Fernando Maluf é médico oncologista, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.



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