O Foyer da Sala Villa-Lobos, no emblemático Teatro Nacional Claudio Santoro, recebe o talento de Raylton Parga na exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília. Aos 30 anos e com uma trajetória consolidada desde 2013, o artista visual de Taguatinga é um dos convidados da mostra realizada pelo Metrópoles Arte, que busca celebrar a diversidade e o fortalecimento da produção cultural produzida no Distrito Federal.
Entenda
- Série FORMS: Parga apresenta obras que exploram a abstração geométrica e convidam o público a interpretar formas, linhas e espaços sem respostas definitivas.
- Trajetória e formação: formado pela UnB, o artista produz continuamente há mais de uma década, tendo realizado sua primeira mostra individual no Sesc 504 Sul em 2015.
- Pesquisa de materiais: seu trabalho é marcado pela experimentação, utilizando desde pintura e fotografia até esculturas com materiais recicláveis, como papelão e plástico.
- Local de destaque: a mostra ocupa o Teatro Nacional, dando sequência ao sucesso de público da recente exposição dedicada a Sergio Camargo.

Caneta esferográfica e tinta nanquim sobre papel montval
Raylton Parga

Caneta esferográfica e tinta nanquim sobre papel montval
Raylton Parga

Caneta esferográfica e tinta nanquim sobre papel montval
Raylton Parga

Cianotipia sobre papel montval
Raylton Parga
O diálogo entre forma e espaço
Para Raylton Parga, a arte é um processo de insistência e ocupação de espaços. Representado pela Galeria Cerrado, o artista brasiliense foca sua pesquisa na tensão entre o planejamento geométrico e o resultado inesperado da execução. Em suas obras, o uso de materiais do cotidiano, como plásticos e papelão, ganha novos significados ao serem inseridos na lógica da abstração.
Na série FORMS, que integra a exposição atual, o objetivo é a interação. “Gosto quando geram perguntas sobre o que é, com o que se parece. Para mim, o trabalho só funciona mesmo quando alguém se relaciona com ele”, afirma Parga, destacando que a obra se completa apenas através do olhar e da leitura individual de cada espectador.

Fortalecimento da cena cultural
A presença de Raylton na mostra Constelações Contemporâneas simboliza a renovação da produção candanga. O projeto curatorial utiliza o conceito de “constelação” para criar diálogos entre os cerca de 40 artistas com diferentes pontos de vista, promovendo uma arte mais acessível e integrada à identidade da capital.
Para o artista, o convite é um marco de reconhecimento em meio a um grupo de nomes que admira. Após o sucesso da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o mesmo espaço até março de 2026, a nova iniciativa do Metrópoles reafirma o Teatro Nacional como o epicentro da efervescência artística de Brasília, colocando a abstração geométrica de Parga em evidência para novos públicos.

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.

Confira os nomes dos artistas participantes:
Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto
A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF.
Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 12 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita