O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou, nesta segunda-feira (4/5), uma mascote da urna eletrônica. O nome dado ao Zé Gotinha da Justiça Eleitoral é Pilili. O anúncio da nova representante ocorreu em evento de comemoração dos 30 anos da urna eletrônica.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, cumprimentou o vovo representante das urnas e chamou os jovens para votar. Falou ainda sobre a importância da história das urnas e da participação feminina no voto.
As comemorações na Corte Eleitoral começaram por volta de 14h, com a presença de alunos da rede pública e privada. No salão do TSE, os estudantes do ensino médio participaram de palestras sobre a urna, testaram o voto e ainda visitaram o Museu do Voto.
Há 30 anos, o sistema de votação no Brasil mudou. As cédulas de papel e os longos períodos de espera para o resultado das eleições deram lugar a um sistema informatizado e rápido. Com cerca de 156 milhões de eleitores, o Brasil tem, hoje, uma das maiores eleições informatizadas do mundo.
A celeridade e a modernidade do voto brasileiro estão diretamente ligadas à urna eletrônica. Essa jovem que, desde 1996, trouxe novo hábito aos eleitores: apertar o verde e confirmar. Tecnologia também já adotada em ao menos 34 países, segundo levantamento do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea).
O evento no TSE tem como foco o combate à desinformação e a ampliação do entendimento da sociedade sobre o funcionamento das eleições.
Ano eleitoral
Em ano eleitoral, especialmente após as eleições de 2022, surgem questionamentos sobre a segurança das urnas. Há possibilidade de fraude? O voto vai, de fato, para o candidato escolhido? É possível auditar as urnas?
A Justiça Eleitoral tem demonstrado, desde 1996, que as urnas são seguras, transparentes e auditáveis. Há testes de segurança pública para aperfeiçoamento dos equipamentos. Existe ainda o teste de integridade, de autenticidade dos sistemas, além da impressão do Boletim de Urna.
Partidos políticos podem fiscalizar as votações e, no dia da eleição, é feita a emissão da zerésima, um relatório impresso pela urna eletrônica, antes do início da votação, que atesta não haver nenhum voto previamente registrado para qualquer candidata ou candidato.
Outras oportunidades de fiscalização são o Registro Digital do Voto (RDV) e o Boletim de Urna (BU), comprovante emitido pelo equipamento, após o encerramento da votação, com o resultado da seção eleitoral.