Seja Bem Vindo - 05/05/2026 03:36

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Professor de artes é investigado por chamar estudante de “favelada”

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um professor da rede pública de ensino por suspeita de injúria racial contra uma estudante de 16 anos. O caso teria acontecido no Centro de Ensino Médio 1 do Paranoá, na última terça-feira (28/4).

De acordo com o relato da adolescente, o episódio aconteceu durante a aula de artes. A estudante narra que o professor, ao avaliar o caderno de uma colega de pele clara, afirmou que, embora as atividades não estivessem boas, a jovem “teria futuro”.

Contudo, ao verificar o caderno da vítima, que estaria idêntico ao da colega, o docente teria dito: “Você não terá futuro, você é uma favelada”.

Constrangida, a aluna tentou encerrar a conversa dizendo que ligaria para a mãe. Nesse momento, o professor teria se exaltado, repetido a ofensa e ordenado que ela e outro aluno se retirassem da sala.

No dia seguinte, a estudante afirma ter sido novamente expulsa da aula pelo mesmo docente, desta vez sem motivo aparente, o que a levou a procurar a direção da escola.

Em depoimento, o pai da vítima relatou que esteve na escola para uma reunião com a direção. Segundo ele, ao ser questionado pelo diretor sobre as ofensas, o professor permaneceu em silêncio e, posteriormente, declarou que não iria se manifestar sobre o ocorrido.

A ocorrência foi registrada na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

O que diz a Secretaria de Educação

Por meio de nota, a Secretaria de Educação do DF informou que a gestão escolar tomou conhecimento da denúncia a partir de relatos apresentados por estudantes, tendo realizado o devido registro formal da ocorrência.

“Os responsáveis foram prontamente acolhidos pela equipe gestora, e o professor citado foi ouvido, ocasião em que apresentou sua versão dos fatos. Segundo o docente, não houve intenção de discriminar os estudantes, mas sim de alertar sobre a importância do empenho nos estudos como forma de superação de possíveis dificuldades sociais“, apontou a pasta.

De acordo com a secretaria, todas as providências adotadas foram devidamente registradas em ata, e o caso foi encaminhado às instâncias competentes para apuração formal, conforme os procedimentos administrativos vigentes.

A pasta esclareceu, ainda, que a situação foi encaminhada à Corregedoria, a quem compete a condução dos procedimentos de apuração, com a devida análise dos fatos e eventual responsabilização, caso necessária.

“Informa-se também que o docente encontra-se afastado de suas atividades por motivo de saúde”, pontuou.

 



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