Seja Bem Vindo - 05/05/2026 09:33

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BC Afirma Que Guerra no Irã Eleva Risco de Inflação

O Banco Central avalia que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio eleva o risco de impactos mais duradouros na economia global. Segundo a ata do Copom divulgada nesta terça-feira (05), o tempo de guerra pode ter sido suficiente para materializar pressões inflacionárias no Brasil. Entre os principais efeitos, destaca-se a piora nas expectativas do mercado.

“O Comitê mais uma vez debateu alterações mais amplas no balanço de riscos para a inflação”, disse o BC no documento.

A autoridade monetária manteve, em suas comunicações, o mesmo balanço de riscos para a inflação, com pressões tanto de alta quanto de baixa, fazendo apenas ajustes pontuais. Na ata, destacou ainda que “eventos recentes não impediriam o prosseguimento” do ciclo de calibração da Selic.

Na semana passada, o BC cortou a taxa básica de juros, Selic, em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano. O BC argumentou que precisará incorporar novas informações para definir os juros à frente, mencionando a possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de “calibração” da taxa.

“O Copom entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, justificou na ata.

O BC também disse que “no cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

A economista-chefe do Inter, Rafaela Vitoria, comenta que o documento traz um tom de cautela, considerando a maior incerteza no cenário, mas mantendo a conclusão que já há espaço para cortes, considerando o atual patamar restritivo da Selic.

“Sobre a maior incerteza mencionada, com petróleo mais alto por mais tempo e expectativas de inflação com alguma elevação no longo prazo, o mercado já ajustou para um corte esperado na Selic, em ritmo mais moderado, e taxa terminal mais elevada, portanto, a ata não traz supresa”, aponta a especialista.

Leonardo Costa, economista do ASA, pondera que a próxima decisão fica dependente de dados. “Há confiança do comitê no efeito do juro restritivo sobre a atividade doméstica, a ver se a deterioração do quadro inflacionário permitirá um ciclo de cortes mais longo. Apostamos em corte de 25bps na reunião de junho, com taxa Selic de 13,25% ao final de 2026, com risco de terminar acima disso.”

Inflação no sinal vermelho?

Na ata, a autarquia afirmou que, entre os riscos que parecem ter se concretizado após o início da guerra, se destaca a maior desancoragem das expectativas de inflação em horizontes mais longos. Esse movimento é mais evidente, sobretudo, nas projeções para 2028.

“Nesse contexto, o Comitê reafirma seu compromisso no combate dos efeitos de segunda ordem do choque de oferta do petróleo e seus derivados, e serenidade para reunir mais informações ao longo do tempo, em cenário de incerteza elevada”, ressaltou.

O Banco Central destacou que as últimas divulgações de inflação ao consumidor e ao produtor trouxeram “sinais claros” dos impactos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio. De acordo com a autarquia, os indicadores vieram acima do esperado.

O documento reafirmou que uma inflação pressionada pela demanda requer política monetária contracionista.

Na visão da autarquia, a política de juros tem contribuído “de forma determinante” para a desinflação observada, tendo atuado também na desaceleração do crédito.



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