O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou a prisão do ativista brasiliense Thiago Ávila em águas internacionais durante uma flotilha que tinha como destino a Faixa de Gaza. O petista classificou a medida como “injustificável” e pediu a soltura imediata do brasileiro.
“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, e causa grande preocupação e deve ser condenada por todos“, escreveu o presidente em uma manifestação nas redes sociais.

Ativista brasiliense Thiago Ávila
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Um dos líderes da flotilha por Gaza, Thiago Ávila compareceu a um tribunal em Ashkelon, neste domingo, onde foi submetido a interrogatório
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Greta Thunberg e o ativista brasiliense Thiago Ávila
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Frota com brasiliense foi atacada novamente rumo a Gaza
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Essa é a segunda vez que Ávila embarca para Gaza
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Ativista brasileiro embarca em nova missão para a Faixa de Gaza
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No sábado, a Casa Marx vai sediar o primeiro debate presencial com Thiago Ávila desde seu retorno ao Brasil
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Thiago Ávila foi preso em águas internacionais
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Lula afirmou também que a interceptação da flotilha Global Sumud “já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”.
“Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, informou o petista.
Thiago Ávila e o ativista espanhol Saif Abu Keshek viajavam com destino a Gaza quando foram interceptados por forças israelenses em águas internacionais, nas proximidades da Grécia, na última quarta-feira (29/4).
Segundo a organização de direitos humanos Adalah, o brasiliense relatou ter sido mantido em isolamento e com os olhos vendados após a detenção. Ávila também teria afirmado aos advogados que sofreu agressões durante a abordagem, incluindo espancamentos que o fizeram desmaiar.
Uma audiência está marcada para esta terça-feira (5/5) para avaliar a situação do brasileiro. Foram apresentadas cinco acusações contra o ativista, todas relacionadas à suspeita de associação com terrorismo e colaboração com o inimigo em período de guerra.