A Companhia Brasileira de Distribuição (GPA) anunciou que fechou acordo com a maioria dos credores no processo de recuperação extrajudicial de aproximadamente R$ 4,56 bilhões iniciado em março de 2026. Segundo a companhia, o plano recebeu adesão de 57,49% dos créditos sujeitos ao processo, superando a metade do valor total exigida pela lei para homologação judicial. A projeção é de redução da dívida em R$ 2 bilhões.
O plano tem como objetivo readequar a estrutura de capital e reduzir o nível de endividamento da companhia, incluindo a possibilidade de injeção de até R$ 200 milhões em novos recursos para reforço de capital de giro e liquidez.
O acordo divide os credores em três opções de recebimento. A Opção A prevê a emissão de novas debêntures em troca da injeção de novos recursos pelos credores. Uma das séries, de até R$ 1,5 bilhão, terá amortização antecipada com recursos obtidos na venda da participação na Financeira Itaú CBD. A segunda série, de até R$ 1,13 bilhão, poderá ser convertida em ações ordinárias do GPA em datas específicas.
Na Opção B, os credores recebem apenas debêntures da chamada Emissão B, na proporção de R$ 0,30 em debêntures para cada R$ 1 em crédito original.
Já a Opção C, aplicada automaticamente aos credores que não fizerem escolha válida, prevê deságio de 70% sobre o valor dos créditos. O saldo remanescente será pago em parcelas semestrais até setembro de 2036, corrigidas pela Taxa DI.
Entre os credores signatários estão Itaú Unibanco, BTG Pactual, HSBC e Rabobank, além de fundos geridos pela Itaú Asset.
Como garantia para os novos recursos, o GPA ofereceu recebíveis futuros de operações com cartões de crédito. A companhia também afirmou que fornecedores e prestadores de serviços correntes ficaram fora da recuperação extrajudicial e continuarão recebendo normalmente pelas obrigações assumidas. O plano ainda depende de homologação judicial para entrar em vigor.