Belo Horizonte – Na sexta-feira (8/5), duas categorias de servidores, da Saúde e da Educação, vão se unir para cobrar do prefeito Álvaro Damião (União) uma série de reivindicações, incluindo salários, estrutura e melhores condições de trabalho.
Com o mote “Chama o Samu para a Educação! Negociação Já!”, os servidores denunciam o estado das escolas municipais e da educação infantil, e exigem que a gestão do prefeito Damião apresente propostas concretas.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), a metáfora do socorro representa o colapso enfrentado nas unidades de ensino.
O que profissionais da educação reivindicam
- A reorganização do tempo integral na educação infantil e a substituição do trabalho docente;
- Redução drástica dos recursos;
- Privatização e sucateamento do atendimento às crianças com deficiência;
- Falta de professores e funcionários nas escolas;
- Ranqueamento de escolas;
- Vários porteiros e cantineiras sem vale-transporte, vale-alimentação e salários atrasados e, em alguns casos, direções escolares assumindo funções como a gestão da cantina;
- Recomposição salarial que não valoriza os trabalhadores em educação.
O Sind-Rede/BH alega que a PBH não tem procurado a categoria para resolver a situação da greve. “A PBH e a Secretaria Municipal de Educação têm ignorado os pedidos de audiência e mantido uma postura de portas fechadas para quem constrói a educação da capital”, diz nota do sindicato.
Saúde
Já a crise no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) diz respeito às demissões de 33 técnicos de enfermagem, no dia 1º de maio. Desde então, as 22 Unidades de Suporte Básico estão trabalhando com apenas o condutor e um técnico de enfermagem.
A prefeitura informou em nota que com a reconfiguração, o Samu passa a contar com 677 profissionais distribuídos em 28 ambulâncias: 22 Unidades de Suporte Básico (USBs) e seis Unidades de Suporte Avançado (USAs). Das 22 USBs, 13 passam a atuar com apenas um técnico de enfermagem por plantão. As outras nove permanecem com dois técnicos.