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A Estratégia do Canva para Dominar o Imaginário (e as Telas) dos Brasileiros

O mercado brasileiro de tecnologia assiste a um movimento curioso: o design deixou de ser um nicho técnico para se tornar uma linguagem cotidiana. No centro dessa democratização visual está o Canva, que não apenas oferece as ferramentas, mas aprendeu a falar a língua do Brasil para consolidar o país como um de seus principais mercados globais. A estratégia foge do tradicional “anúncio de software” e mergulha de cabeça no entretenimento, transformando funcionalidades em memes e cases de engajamento que furam as bolhas das redes sociais.

Nesta semana, a divulgação de uma campanha com o personagem ícone da década de 1980, Agostinho Carrara, trouxe mais uma campanha da marca com potencial de viralizar. A campanha “Carrara Modas” traz o personagem Agostinho como um empreendedor moderno que utiliza a IA 2.0 do Canva para materializar suas ideias criativas em ativos de marca profissionais. O filme mostra como a tecnologia transforma descrições simples em identidades visuais completas, sites e peças publicitárias, eliminando a barreira da execução técnica para quem não é designer. A comunicação foi potencializada por meio de vários influenciadores.

O mesmo já havia acontecido no ano passado com uma marca fictícia de ovos da Gracyanne Barbosa e uma linha de produtos da Xuxa somente para adultos. A virada de chave no posicionamento nacional aconteceu quando a marca decidiu abraçar o contexto local. Alberto Ceresa, Country Manager do Canva no Brasil, explica que o movimento de gerar protagonismo e comunicação regional ganhou força ao focar na transição de percepção do produto.

“Esse movimento começou no ano passado, com a nossa primeira campanha regional: a JaCanva. A iniciativa apresentava as funcionalidades de legenda automática do Canva em parceria com o chef Erick Jacquin. O grande desafio que nos moveu foi uma transição de percepção sobre a plataforma e queríamos ir além, tornando-o ainda mais local, refletindo as formas únicas e genuínas como os brasileiros usam a plataforma no dia a dia. Para isso, adotamos uma estratégia centrada em integrar o produto de forma orgânica a histórias que as pessoas genuinamente querem assistir”, destaca Ceresa.

Segundo o executivo, em vez de forçar a barra com publicidades invasivas, o Canva aposta em narrativas que o público recebe até mesmo como entretenimento. Bruno Sabino, Diretor Criativo da marca no Brasil, ressalta que a escolha estética e narrativa é uma decisão estratégica para garantir alcance orgânico. “Hoje, a mídia de maior alcance e frequência de consumo são as redes sociais. Partindo dessa compreensão, desenvolvemos campanhas que falam a língua e traduzem a estética desses canais, não como uma adaptação superficial, mas como uma escolha estratégica. Nas redes sociais, o que define o alcance de um conteúdo é o interesse genuíno das pessoas: quanto mais elas se identificam e compartilham, maior é a distribuição orgânica”, afirma Sabino.

Essa relevância é mantida por um processo constante de escuta, o chamado social listening, que permite à marca transitar entre diferentes gerações. Ao misturar ícones nostálgicos como o figurino de Agostinho Carrara com influenciadores da Geração Z, a plataforma cria conexões reais com diversos perfis de usuários. “O Canva tem uma ambição clara: ser uma marca para todo mundo. O filho que usa na escola, o pai que usa no trabalho e a avó que cria artes para o grupo de oração. Esse escopo amplo exige um esforço contínuo de escuta. Realizamos pesquisas frequentes com públicos diversificados para identificar pontos de convergência no uso da plataforma e traduzir esses insights em campanhas com apelo transgeracional. Nossa equipe mantém uma escuta ativa e constante com os usuários brasileiros — e também com quem ainda não usa o Canva”, detalha Sabino.

Para o negócio, o impacto dessa comunicação vai muito além do hype. Alberto Ceresa aponta que os resultados aparecem tanto em picos imediatos de tráfego quanto na construção de uma marca que se torna sinônimo de sua categoria.

“Os resultados se manifestam em duas dimensões distintas e complementares. No curto prazo, vemos impacto direto em performance: durante a campanha com a Gracyanne Barbosa, registramos milhões de acessos adicionais à plataforma no período. Mas além dos números, observamos algo mais difícil de mensurar e, ao mesmo tempo, ainda mais valioso — pessoas compartilhando suas próprias criações no Canva inspiradas pela campanha, expandindo a história organicamente muito além dos nossos próprios canais. No longo prazo, o objetivo é ainda mais estratégico: consolidar o Canva como sinônimo de facilidade, criatividade e criação visual no imaginário das pessoas. Não se trata apenas de gerar uso imediato — trata-se de construir uma referência mental, de forma que, quando alguém precisar criar qualquer coisa neste mundo visual e repleto de tecnologia, o Canva seja a solução em um só lugar: uma apresentação, uma identidade visual, um convite, um material educativo, um uso pessoal, um conteúdo para as redes sociais..”, conclui Ceresa.



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