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Diego Aguiar, Head de Vendas e IoT, Compartilha as Ambições da Qualcomm para o Brasil

Em meio à estratégia global de diversificação de negócios e expansão para novos mercados, a Qualcomm estabeleceu metas ambiciosas para os próximos anos. A meta é atingir US$ 22 bilhões em receita, sem contar com os handsets, até o ano fiscal de 2029. Para isso, a empresa aposta no fortalecimento de áreas estratégicas além do segmento mobile, com foco em mercados como IoT, automotivo, computação de alto desempenho e soluções corporativas

Segundo Diego Aguiar, Head de Vendas no Brasil e IoT, as ambições da Qualcomm para o Brasil estão muito alinhadas com a de outros países: em primeiro lugar está suportar todo o mercado de mobile da região, que envolve marcas como Motorola, Samsung, Oppo e Jovi; em segundo está o mercado B2B, parte de um ecossistema diverso da empresa.

O executivo ainda acrescenta que a empresa tem trabalhado para criar um equilíbrio de receitas nos próximos três anos, levando à redução de dependência do mobile e à alavancagem de outras linhas também importantes.

Entre os setores de atuação mais relevantes da empresa no momento estão:

  • Automotivo: envolve marcas como Volvo, BMW, Mercedes e Fiat, com foco no Digital Cockpit, um painel digital de alta resolução com que substitui os mostradores analógicos atrás do volante;
  • Internet das Coisas (IoT): uma das categorias mais amplas, envolve desde o Snapdragon e o Dragon Wing até assistentes de vigilância conectados a circuitos empresariais ou residenciais;
  • Compute: uma das verticais mais recentes, voltada para PCs com processamento baseado em ARM, com foco em alto desempenho e IA. Alguns parceiros incluem sus e Lenovo; 
  • CBN: envolve serviços de Wi-Fi e Fixed Wireless Access (FWA), que já atende empresas como Cisco e Fortinet;
  • Inteligência artificial (IA): abrange desde o treinamento, que acontece no data center, até a inferência (ou execução), que acontece no device.

“A camada de IA que corrobora isso tudo. Os modelos treinados precisam ser colocados na rua, nas câmeras ou onde for para executar a ação a que foram destinados. A Qualcomm quer orquestrar todo esse ecossistema no Brasil, trazê-lo de maneira fácil e aplicável ao mercado e fazer com que empresas de tecnologia — sejam PME ou grandes empresas — consigam ter acesso a isso de maneira mais orquestrada, tanto na parte de mobile, como IoT, automotivo e outras várias”, afirma Aguiar.

IoT, um dos motores da empresa

A vertical de internet das coisas (IoT) da Qualcomm começou em 2010 e, segundo Aguiar, sempre foi um mercado de projeções, que cresceu gradativamente. A maré de expectativas e previsões, apesar de baseadas na tecnologia certa, nem sempre acontecia no momento propício para adoção efetiva. Durante muito tempo o mercado foi conhecido como machine to machine (M2M), e consistia basicamente em maquininhas de POS e rastreadores veiculares, que dominavam o mercado. Ao longo do caminho, esses devices limitados foram recebendo atualizações e ganhando maior poder computacional, o que facilitou a aplicação. Atualmente, o mercado é repleto de drones autônomos e outras aplicações inteligentes.

A Qualcomm apresentou algumas de suas soluções no Qualcomm Innovation Summit 2026, em São Paulo, entre elas soluções biométricas para pagamento, assistentes de vigilância e AI Accelerator. Em 2025, a divisão encerrou o ano globalmente com US$ 5,4 bilhões em receitas.

Segundo Aguiar, cada vez mais as empresas entendem que, para o ambiente físico, é preciso gerar dados, o que tem menos a ver com tecnologia e mais a ver com comportamento. “Nós falamos muito de IA, cuja matéria-prima são os dados. Então se eu colocar uma estratégia de IA sem pensar em dados, é como construir uma casa super tecnológica em cima de um monte de estaquinha. Vai quebrar. Então, a questão comportamental é: eu vou gerar cada vez mais dados, para conectar esse ambiente e então aplicar algum tipo de inteligência ou internet das coisas”.

O executivo ainda acrescenta que, para que essa aplicação tenha um retorno relevante é necessário orquestrar e destravar valor nas empresas. Caso contrário, o uso se baseia apenas em provas de conceito. “É como ficar rodando em círculos”.

Panorama geral do Brasil

No Brasil, as prioridades da Qualcomm estão nas verticais de Video Analytics, trazer mais devices com capacidade de fazer coisas em Edge e construir um ecossistema que possa apoiar empresas nesse processo de adoção. A companhia tem direcionado esforços para setores que demandam processamento em tempo real e alta capacidade analítica, como mineração e segurança.

Mineração

Há cerca de dois anos, a Qualcomm ampliou sua atuação no setor, fechando contratos com algumas empresas para a implementação de AI Box, caixas de alto poder computacional  para rodar soluções de Video Analytics em Edge. O modelo oferece tecnologia de ponta em forma de um dispositivo transportável, sem exigir mudanças na infraestrutura da empresa.

Segurança

A empresa oferece equipamentos que atuam na identificação de problemas, incêndios e situações fora do padrão. Dois dos principais serviços oferecidos incluem o Qualcomm Insights Plataform e o Video AI Analytics, capazes de cruzar dados e oferecer insights sobre imagens das câmeras.

Computação

Por meio de medidores inteligentes, como o AI Accelerator, é possível monitorar a dinâmica de consumo da bateria de um dispositivo e ajustar automaticamente seu desempenho para ampliar a autonomia energética.

Agropecuária

O recente lançamento do iBoi, brinco bovino inteligente associado a um software, capaz de trazer a visão real da saúde do animal e dos locais de trânsito. Se você tem a origem e o destino do animal bem determinados, fica fácil obter um selo de rastreabilidade. 

“Independente do setor, a IA não tem só a ver com tecnologia, mas com comportamento e pessoas muito bem treinadas no conceito, não no modelo somente. Os setores que investem em treinamento tendem a ser mais vantajosos no médio para longo prazo”, afirma o head.

Como forma de incentivar esse movimento de capacitação, a Qualcomm adquiriu a Arduino que, entre várias soluções, prevê uma parceria com o Senai para treinamento de pessoas em Edge Computing. A comunidade de desenvolvedores Arduino segue em crescimento, abrangendo desde robótica até mock-up.

“O Brasil é um país empreendedor por natureza, temos cada vez mais pessoas na tecnologia criando novas empresas com o que se tem disponível. Temos uma camada de empreendedores que estão pouco acostumados a limites. Além disso, estamos na posição de doação de tecnologias para melhorar o dia a dia. O único ponto é como que vamos ter esse incentivo e cultivar esses empreendedores?”, diz o executivo.

O Programa de IA para Inovadores da Qualcomm (QAIPI) vem ajudar a resolver essa dor, por meio da capacitação de desenvolvedores e startups a projetar e implementar soluções de IA de ponta em dispositivos em diversos setores.

“Estamos vivendo esse desenvolvimento as we go. O Brasil está numa posição super boa. Óbvio, sempre tem melhorias a serem feitas, mas temos toda e total condição de estar ali como um dos players referentes desse tema no mundo”, finaliza Aguiar.



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