O Threads anunciou o lançamento do Trending Now no Brasil, recurso que destaca os cinco assuntos mais comentados do momento na página de busca e no feed “Para Você”. O objetivo é facilitar a descoberta e a participação dos usuários nas conversas em alta, tornando a rede social um canal mais relevante para o consumo de informação.
Os tópicos são determinados por sistemas de inteligência artificial e aprendizado de máquina com base no engajamento do país. Vale ressaltar que eles não são personalizados por usuário, mas sim um compilado dos assuntos mais falados na plataforma.
Também é possível denunciar conteúdos problemáticos ou inapropriados por meio de um menu no canto superior direito. A Meta afirma que a ferramenta ainda está em desenvolvimento e deve receber melhorias em breve.
A ideia, no entanto, não é nova. O X (antigo Twitter) utiliza os chamados Trending Topics desde 2008. O recurso se tornou um dos favoritos dos usuários por permitir atualizações em tempo real e facilitar a interação de segunda tela, prática comum em programas como A Fazenda, que usam hashtags para engajar o público e disputar espaço na lista de assuntos do momento.
As frequentes acusações de plágio
Isso acrescenta mais uma camada à reputação da Meta como “copiona”, tema que, inclusive, já foi discutido em um processo antitruste movido pela Comissão Federal de Comércio dos EUA contra a empresa.
Isso porque, historicamente, a Meta é conhecida por comprar empresas rivais assim que elas começam a representar uma ameaça, e se a aquisião não acontece, ela desenvolve uma ferramenta muito parecida em um dos próprios apps.
Foi o que aconteceu com o Snapchat, que em 2013 recusou a oferta de compra de US$ 3 bilhões do Facebook, alegando priorizar sua indepedência. A rede social amarelinha explodiu entre jovens por seus posts e conversas que desaparecem dentro de 24 horas. Não demorou até que, em 2016, o Instagram ganhasse sua própria versão: os stories.
Da mesma forma, aconteceu com o TikTok e o lançamento do Reels. Após a plataforma chinesa explodir em popularidade, o Facebook tentou competir com a criação do aplicativo Lasso, focado em vídeos curtos. A ideia, no entanto, fracassou. Apenas dois anos depois a Meta fez sua aposta assertiva: a chegada dos reels no Instagram.
Com o Threads não foi diferente. Zuckerberg também havia feito uma oferta milionária pelo Twitter em 2008, que não foi aceita pelos proprietários da época. A solução? Criar, mais uma vez, um recurso parecido demais para ser coincidência. O Twitter ameaçou, inclusive, processar a Meta por plágio da ferramenta, ideia que não foi muito para frente. Atualmente, o Threads conta com quase 150 milhões de usuários ativos, ultrapassando o X.
Conteúdo criado por IA no Instagram
Em resposta ao crescimento exponencial de conteúdos gerados por IA nas redes sociais — que vai além dos deepfakes já monitorados pela Meta e passa pelo conteúdo de entretenimento — o Instagram anuncia o início dos testes da etiqueta “Criador de conteúdo de IA”.
O selo permite identificar contas que produzem conteúdo artificial com frequência, e deve aparecer no perfil, no feed, nos Reels e na aba Explorar.
A iniciativa se alinha ao princípio de transparência da empresa, mas ainda tem limitações: a adesão é voluntária, ou seja, o próprio criador precisa habilitar o selo manualmente, o que deixa brechas para usos desonestos da tecnologia. Vale lembrar que a Meta já conta com um sistema de identificação automática de conteúdo gerado por IA, que independe da escolha do usuário.
O novo recurso deve ser expandido para todos os usuários nas próximas semanas.