O jornalista e escritor Franciel Cruz afirmou que a ideia de uma “baianidade” vendida como produto tem distorcido a identidade cultural do estado. Ao comentar a frase “sou baiano, mas não pratico”, ele explicou o sentido provocativo da expressão. “Na verdade, o que eu queria dizer é que sou adepto do modo de viver baiano, mas não dessa prática forjada, estereotipada”, disse.
Segundo Franciel, a cultura local vem sendo reduzida a uma versão simplificada e comercial. “A gente empacotou essa baianidade para vender e está perdendo o que seria o nosso atrativo mais bacana”, afirmou. Para ele, essa transformação compromete elementos fundamentais da vivência cotidiana, como a ocupação das ruas e a forma irreverente de lidar com as dificuldades.
Em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Metropole, o escritor também resgatou referências históricas para ilustrar sua crítica. “A história da Bahia é essa irreverência de segurar a onda, mesmo sendo uma cidade ‘lambuzada de dendê e de exclusão. Essa prática dessa baianidade falsa, fake, não me atrai”, concluiu.
Confira a entrevista na íntegra: