O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República reagiu à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas com uma provocação direcionada à oposição bolsonarista.
Boulos questionou se o governo americano também investigará familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
“Será que os EUA também vão classificar como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaro?”, afirmou à coluna o auxiliar de Lula, em meio à repercussão da medida anunciada pela gestão de Donald Trump.

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol)
Igo Estrela/Metrópoles

Guilherme Boulos disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024
MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo

Guilherme Boulos é entrevistado no estúdio do Metrópoles
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Surpresa do Planalto
Assessores do presidente Lula no Palácio do Planalto afirmam ter sido pegos de surpresa pela decisão americana. Integrantes do entorno do petista dizem que o tema não havia sido sinalizado pela Casa Branca durante o encontro entre Lula e Trump, realizado em 7 de maio.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28/5) que classificará as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
A medida faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de endurecer o combate ao crime organizado internacional e ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.
Segundo o Departamento de Estado, as duas facções serão oficialmente incluídas na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) na próxima sexta-feira, 5 de junho.