A Romênia informou que um drone da Rússia atingiu um prédio em seu território na madrugada desta sexta-feira (29/5). O país, que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), faz fronteira com a Ucrânia, alvo dos ataques russos.
De acordo com o Ministério da Defesa da Romênia, o drone entrou no espaço aéreo romeno, foi rastreado por sistemas de radar até a área sul do município de Galați e caiu sobre o telhado de um prédio residencial, causando um incêndio. Duas pessoas ficaram feridas.
O presidente do país, Nicușor Dan, disse ter informado sobre o incidente aos aliados da Otan e também levará a questão ao Conselho de Segurança da ONU. “A Romênia é um Estado-membro da Otan e não aceitará, de forma alguma, que a guerra de agressão travada pela Rússia contra a Ucrânia se transfira para seus cidadãos”, disse pelas redes sociais.
Ataque da Rússia
Com o alerta, dois caças F-16 da Força Aérea Romena decolaram às 1h19 da 86ª Base Aérea em Fetești, com o apoio de um helicóptero IAR 330 SOCAT da Força Aérea Romena. Segundo o ministério da Defesa, os pilotos estavam autorizados a atacar alvos.
A ministra das Relações Exteriores da Romênia, Toiu Oana, o embaixador russo no país a dar explicações.
“A decisão foi tomada após este incidente extremamente grave, e comunicaremos oficialmente as consequências que esta falta de responsabilidade por parte da Federação Russa terá para as relações diplomáticas entre os nossos países, bem como os próximos passos ao nível europeu em relação aos pacotes de sanções”, disse pelas redes sociais.
Uma reunião do Conselho Supremo de Defesa Nacional foi convocada para a manhã desta sexta-feira (29/5). O presidente Nicușor Dan disse que no encontro serão discutidos medidas que serão adotadas pelo país.
“Declaro, com toda a firmeza, que a responsabilidade integral por este incidente cabe à Federação Russa. O que aconteceu hoje em Galați é a consequência direta da guerra de agressão desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia, do modo irresponsável e indiscriminado em que Moscou opera esses sistemas de armamento na vizinhança imediata das fronteiras da Otan, bem como do desprezo sistemático pelo direito internacional”, declarou.