A pressa do dia a dia mudou não apenas a forma como as pessoas trabalham e se movimentam, mas também o que colocam no prato. Os snacks, alimentos de consumo rápido e prático, passaram a ocupar um papel central na alimentação contemporânea.
O mercado global de snacks movimentou cerca de US$ 680 bilhões em 2024, segundo o relatório World Market for Snacks da Euromonitor International. Na liderança, os Estados Unidos se consolidam como o maior consumidor e principal centro de criação e exportação de marcas do segmento.
No Brasil, o fenômeno também ganha força. Um levantamento da MindMiners mapeou as oito categorias de snacks mais consumidas pelos brasileiros: biscoitos salgados, biscoitos doces, nozes, castanhas, batatas fritas, salgadinhos, pipocas e barrinhas de cereal.
Confira abaixo a lista dos das 20 maiores marcas de snacks ao redor do mundo, segundo dados da Euromonitor.
1. Lay’s – PepsiCo. (US$ 10 bi)
Criada nos anos 60, a marca Lay’s reúne diferentes tipos de snacks de batata frita e é patrocinadora oficial da UEFA Champions League. Hoje, está presente em mais de 100 países ao redor do mundo.
2. Oreo – Mondelēz (US$ 4.3 bi)

O biscoito Oreo foi criado em 1912, em Nova York, inicialmente no clássico sabor chocolate com recheio de baunilha. Desde então, ganhou diversas versões, incluindo opções com sabores salgados e até picantes.
3. M&M’s – Mars, Inc. (US$ 4 bi)

O M&M’s soma mais de 80 anos de história, com versões de chocolate e amendoim. O snack colorido fez tanto sucesso que o “M” estampado em cada confeito surgiu como forma de diferenciar os produtos originais de falsificações.
4. Reese’s – The Hershey Company (US$ 3.6 bi)

Reese’s combina chocolate com pasta de amendoim em formato de copinho. Criado em 1928 por um ex-funcionário da Hershey’s, o doce se popularizou durante a crise econômica americana por ser mais acessível.
5. Doritos – PepsiCo. (US$ 3.5 bi)

Lançado em 1964, o Doritos é um salgadinho de tortilla em formato triangular que, inicialmente, foi posicionado como um aperitivo para o público latino, mas rapidamente ganhou tração em toda a América do Norte.
6. Snickers – Mars, Inc. (US$ 3.4 bi)

O tablete de amendoim, caramelo e nougat foi criado em 1930 por Frank Mars e batizado de Snickers em homenagem ao cavalo de corrida favorito da família.
7. Cheetos – PepsiCo. (US$ 3.2 bi)

Cheetos é uma marca de salgadinhos à base de milho com sabor de queijo, criada em 1948. Também é reconhecida pelo mascote Chester Cheetah, um guepardo de óculos escuros e tênis.
8. Pringles – Kellanova (US$ 3.1 bi)

Criado pela P&G nos anos 60, o Pringles nasceu para solucionar reclamações sobre batatas chips quebradas e excessivamente oleosas. Foi a primeira batata a ser vendida em uma embalagem cilíndrica.
9. Kinder – Ferrero (US$ 3 bi)

A marca Kinder, voltada ao público infantil, surgiu nos anos 60 na Itália com a proposta de oferecer mais leite e menos cacau. O famoso Kinder Ovo, com brinquedo surpresa, foi lançado quase uma década depois, inspirado nos ovos de Páscoa.
10. KitKat – Nestlé (US$ 2.6 bi)

O KitKat, que combina chocolate com wafer crocante, foi criado em 1930 por uma empresa britânica que posteriormente seria adquirida pela Nestlé. A proposta era oferecer uma barra prática para consumo fora de casa.
11. Nutella – Ferrero (US$ 2.5 bi)

O famoso creme de chocolate com avelã foi desenvolvido na Itália, nos anos 40, como alternativa à escassez de cacau no pós-guerra. Hoje, Nutella é vendida em quase 80 países.
12. Ritz – Mondelēz (US$ 2.3 bi)

A bolacha Ritz foi criada durante a Grande Depressão com o objetivo de oferecer um biscoito “de luxo” a um preço acessível. Na época, a empresa produziu mais de 5 bilhões de unidades, o equivalente a cerca de 40 biscoitos por cidadão americano.
13. Cadbury – Mondelēz (US$ 2.2 bi)

Com mais de 200 anos de história, a Cadbury foi responsável pela criação da barra Dairy Milk e se tornou uma das maiores fabricantes de chocolate do mundo. Estima-se que, entre 2022 e 2023, mais de 21 milhões de britânicos consumiram produtos da marca.
14. Hershey’s – The Hershey Company (US$ 2.1 bi)

A barra Hershey’s foi lançada em 1900 com o objetivo de democratizar o acesso ao chocolate. A marca chegou a liderar as vendas na América do Norte e foi distribuída a soldados americanos durante a Segunda Guerra Mundial.
15. Tostitos – PepsiCo. (US$ 2 bi)

Tostitos foi desenvolvido nos anos 70 com o objetivo de acompanhar molhos (dips), um diferencial entre os salgadinhos da época. A tortilla de milho pode ser encontrada em formatos triangulares e redondos, adequados a diferentes tipos de acompanhamento.
16. Cheez-it – Kellanova (US$ 1.65 bi)

O Cheez-it, salgadinho assado à base de queijo conquistou os consumidores americanos após seu lançamento no pós-Primeira Guerra Mundial, com a proposta de oferecer a experiência de queijo derretido na boca.
17. Ruffles – PepsiCo. (US$ 1.6 bi)

A Ruffles inovou o mercado de batatas chips com seu formato ondulado, que as torna mais resistentes e ideais para consumo com molhos. A marca foi adquirida pela The Frito Company, que também produzia Cheetos e Lay’s.
18. Milka – Mondelēz (US$ 1.5 bi)

Com mais de 100 anos de história, a Milka, marca suíça de chocolates, surgiu com a proposta de criar um produto mais cremoso e palatável, tornando-o mais acessível ao público europeu.
19. Lindt – Lindt & Sprüngli (US$ 1.45 bi)

Os chocolates Lindt remontam à metade do século 19, quando Rodolphe Lindt desenvolveu a máquina de conchagem, revolucionando a textura do chocolate e tornando-o mais macio e derretido.
20. Trident – Mondelēz (US$ 1 bi)

O chiclete Trident nasceu nos anos 60 em resposta ao aumento do consumo de gomas de mascar com alto teor de açúcar entre crianças. A proposta era oferecer uma versão sem açúcar, mantendo textura e sabor.