Belo Horizonte – A resistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) a ser candidato a governador de Minas Gerais tem relação com a dificuldade de montar uma chapa competitiva, que vá além dos partidos de esquerda – fracos no estado nesse momento. Caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consiga ampliar a coligação com partidos como PDT e MDB, o senador pode rever sua posição atual.
É isso que está na mesa na “última cartada” que Lula deve tentar com Pacheco após o senador ter dito com todas as letras para o presidente do PT, Edinho Silva, que “nesse momento” não pretende concorrer a mais uma eleição.
Lula chamou Pacheco para um encontro cara a cara após as articulações falharem nas instâncias inferiores. Também faz parte da missão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), companheiro de Pacheco em seu novo partido. A conversa será até o fim de semana.
E mesmo essa conversa pode não ser o fim da novela, pois Lula pode prometer e tentar apontar caminhos, mas ainda não pode garantir que vai conquistar partidos pesados para uma eventual chapa de Pacheco.
Com o PDT do hoje pré-candidato ao governo Alexandre Kalil, a missão não é considerada tão difícil, mas no caso de partidos como MDB e até a coligação PP-União Brasil, as possíveis conversas ainda podem demorar.

Senador Rodrigo Pacheco
Carlos Moura/Agência Senado

Lula, o senador Rodrigo Pacheco e ministros em viagem a Minas
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Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato ao governo de MG
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Josué Gomes
Samuel Reis / metrópoles
As opções
Ao quase jogar a toalha na conversa com Edinho Silva, Pacheco falou em opções para concorrer ao governo de Minas dentro do seu PSB: o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça de Minas.
O PT vê com bons olhos o nome de Josué Gomes, mas algumas alas preferem tentar compor com Alexandre Kalil como cabeça de chapa.
Os petistas mineiros olham ainda para quadros internos, mencionando o nome do ex-deputado estadual André Quintão, que deixou a Secretaria Nacional de Assistência Social para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Seu nome, porém, precisaria ser construído estado afora e não atende, em princípio, a exigência de ser uma candidatura suficientemente competitiva para representar Lula em Minas.