Seja Bem Vindo - 15/04/2026 23:35

deputada denuncia vereador por misoginia

A deputada estadual Andréa Werner (PSB), líder do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), registrou, nesta quarta-feira (15/4), um boletim de ocorrência (B.O.) na Polícia Civil por calúnia, injúria e difamação, com conteúdo misógino, e protocolou uma queixa-crime, acrescida de violência de violência política de gênero, contra o vereador Kléber Ribeiro (PL), de Guarulhos. A parlamentar denuncia o vereador por chamá-la de “descontrolada” e “mulherzona”, entre outras ofensas, ao intermediar conversa entre grupo de mães atípicas e o prefeito da cidade da região metropolitana, Lucas Sanches (PL).

A deputada disse que havia ido à prefeitura da cidade no período da manhã desta quarta para tentar falar com o prefeito, Lucas Sanches (PL), em razão de uma série de denúncias recebidas em seu gabinete sobre falta de inclusão nas escolas da cidade.

Porém, a parlamentar diz ter sido recebida em postura de confronto por Ribeiro, hostilizando-a publicamente e a chamando de “petista”, “mulherzona”, “descontrolada”, além de insinuar que a deputada seria aproveitadora e nunca teria agido em benefício da cidade.

O vereador postou o vídeo da discussão em seu perfil das redes sociais. Veja:

“Fui procurada por um grupo de mães sobre a grave situação da retirada de acompanhantes terapêuticos das salas de aula. Essa é uma medida que impacta diretamente a inclusão de crianças autistas. O vereador, em tom violento, chegou a me exibir um ‘mapa’ questionando para onde mandei emendas, em postura de ataque, buscando me descredibilizar, depois partindo para ataques pessoais, me chamando de ‘descontrolada’ e ‘mulherzona’. Além de não ter base factual, foi um tom extremamente misógino e uma violência política de gênero como eu não havia enfrentado ainda neste mandato”, declarou.

Mãe de um adolescente autista e ela própria, autista, diagnosticada tardiamente, Andréia Werner afirmou que é ativista na pauta há mais de 10 anos e que já destinou R$ 1,35 mi em emendas para Guarulhos desde que tomou posse na Alesp, em 2023.

O que diz o vereador

Em áudio enviado ao Metrópoles, o vereador Kléber Ribeiro negou veementemente a acusação de misoginia.

“Que misoginia nada, rapaz. A pessoa chega lá no dia que o prefeito ia anunciar a contratação dos profissionais para tentar pegar o para mostrar para as mães que ela fez alguma coisa, sendo que tá sendo feito desde janeiro. Ela chegou agora, não ajudou fazer nada. É como se ela fosse para a inauguração de uma obra, chegasse num dia da inauguração e falasse que ajudou a fazer a inauguração porque tá lá no dia. Só que ela não mandou R$ 1. E outra, que o que crime eu cometi? Eu tenho os vídeos de como eu cheguei, tá bom? De como eu cheguei, de como eu fui educado e de como eu fui tratado que nem um lixo por ela e pelas assessoras dela. Então, é, ah, ela é mulher e foi violência de gênero. Uma bulufa. Tá certo?”, disse o vereador.

O político também disse que Andréa Werner teria xingado um homem que também acompanhava a discussão e classificou tal atitude como racismo: “Ela cometeu racismo, então. Uma branca mandou um negro tomar no cu. É isso? Aí, eu tenho que ficar respondendo um monte de coisa. Misogonia, rapaz. Eu tenho mãe, vó, tia, eu tenho irmã. Pelo amor de Deus”, completou Kléber Ribeiro.





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