O PIX brasileiro apareceu em alguns momentos nas falas dos principais executivos da Red Hat, empresa de open software comprada pela IBM em 2019. Durante a abertura do Red Hat Summit 2026, o CEO Matt Hicks destacou alguns cases de sucesso da empresa em algumas partes do mundo. Hicks enfatizou que o futuro da economia digital exige plataformas que não apenas processem dados, mas que aprendam e se adaptem em tempo real.
Para ele, e outras lideranças da empresa, o Pix é o exemplo máximo de resiliência em escala; não se trata apenas de mover dinheiro, mas de sustentar a confiança de uma nação inteira através de código aberto e automação”. Para Hicks, o modelo brasileiro serve como um guia para a modernização financeira global, estabelecendo o padrão para o que ele define como a “próxima fronteira” do setor.
O papel da Red Hat na viabilização do Pix foi fundamental ao fornecer a espinha dorsal tecnológica necessária para sustentar um sistema de pagamentos instantâneos que opera 24 horas por dia, 7 dias por semana. Através da implementação de uma arquitetura baseada no Red Hat OpenShift e no Red Hat AMQ, o Banco Central do Brasil conseguiu criar uma infraestrutura nativa em nuvem altamente escalável e de baixa latência.
Além da infraestrutura de execução, a Red Hat atuou como um parceiro estratégico de modernização e automação para o BCB por meio da Red Hat Ansible Automation Platform. Essa ferramenta permitiu a automação da rede e a integração eficiente com parceiros terceirizados, reduzindo a complexidade de gerenciamento e os custos operacionais de logística e transporte de moeda física.
Matt Hicks pontuou que essa infraestrutura serve como um blueprint global para a modernização financeira, especialmente com a integração de novas camadas de inteligência artificial. “Quando olhamos para o que foi construído com o OpenShift e o Ansible, vemos a base para a próxima fronteira: a IA de missão crítica. Nossa meta em 2026 é garantir que cada transação e cada linha de automação tornem as organizações não apenas mais rápidas, mas drasticamente mais inteligentes,” concluiu Hicks.