Seja Bem Vindo - 08/05/2026 09:59

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a Estratégia da Avend para Escalar um Mercado Fragmentado

Por trás de uma operação que faturou cerca de R$ 20 milhões em 2025 e projeta dobrar de tamanho em 2026, está um empreendedor que começou testando ideias ainda na adolescência, e que hoje lidera a maior rede nacional especializada em vending machines.

Natural de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, um dos principais polos de franquias do país, Guilherme Álvares construiu sua trajetória longe de qualquer linearidade, mas com um padrão claro: testar rápido, aprender e escalar o que funciona.

De um servidor de jogos ao primeiro modelo escalável

A primeira experiência empreendedora veio cedo. Aos 13 anos, enquanto muitos ainda estavam descobrindo interesses profissionais, Guilherme criou um servidor do jogo Tibia. Dentro do ambiente virtual, desenvolveu um sistema de monetização vendendo itens e vantagens para jogadores, uma dinâmica que, ainda que informal, já indicava sua capacidade de entender demanda, engajamento e geração de receita.

Anos depois, o primeiro contato com o universo físico dos negócios viria de forma quase casual: algumas máquinas de café herdadas da família deram origem a uma operação simples de comodato. Era um teste, mas que, silenciosamente, se tornaria o embrião do que viria a ser um negócio milionário.

A disciplina de testar e saber parar

Antes de chegar ao modelo atual, Álvares percorreu diferentes setores. Investiu em cosméticos, impulsionado pela proximidade com a indústria familiar, criou uma organização de e-sports competitiva no cenário de Counter-Strike, atuou no mercado imobiliário com construção de casas e lançou até uma marca de camisetas tecnológicas.

Apesar da diversidade, havia um padrão que se repetia: enquanto outros projetos oscilavam, as vending machines mantinham consistência.

A virada de chave veio com uma análise fria dos números. Ao identificar que aquele era o único negócio com previsibilidade real, tomou uma decisão pouco comum entre empreendedores iniciantes: abandonou múltiplas frentes para concentrar energia no que já funcionava.

A construção de um modelo escalável

A formalização veio em 2021, com a criação do Grupo Avend. Mais do que operar máquinas, o objetivo era profissionalizar um mercado ainda fragmentado no Brasil, combinando tecnologia, padronização e escala.

Hoje, a empresa opera com um modelo híbrido que une unidades próprias e franquias. São mais de 200 máquinas em operação, distribuídas em diferentes estados, com uma estrutura que vai além da simples venda automatizada.

Cada equipamento integra sistemas de pagamento digital, incluindo cartões, aproximação e QR Code, e telemetria em tempo real, que monitora vendas, estoque e comportamento do consumidor. Os dados alimentam um painel de gestão que orienta decisões operacionais dos franqueados, do mix de produtos aos horários de reposição. Na prática, o que Álvares construiu foi um sistema onde a eficiência não depende da experiência do operador, mas da inteligência do modelo.

Franquias como motor de crescimento

A expansão via franchising começou em 2025 e, novamente, impulsionada pela demanda. Antes mesmo de estruturar o modelo, o empreendedor já recebia abordagens de interessados em replicar a operação.

Hoje, a rede comercializa entre 25 e 30 novas unidades por mês. O formato enxuto ajuda a explicar a adesão: investimento inicial a partir de R$ 55 mil, operação home based, sem necessidade de funcionários, e retorno estimado entre 10 e 16 meses.

Com lucro médio mensal entre R$ 4 mil e R$ 5 mil por máquina e rentabilidade entre 7% e 10%, o modelo se posiciona como uma porta de entrada acessível para novos empreendedores, ao mesmo tempo em que mantém escala e padronização.

Crescimento acelerado, e ainda no início

O avanço da Avend reflete um movimento maior: a ascensão do varejo automatizado, impulsionado por conveniência, redução de custos operacionais e digitalização dos meios de pagamento.

Mas, no caso da empresa, o crescimento não é apenas conjuntural. Em 2025, o faturamento alcançou R$ 20 milhões. Para 2026, a projeção inicial de R$ 30 milhões já foi revisada, e a empresa trabalha com a possibilidade concreta de dobrar de tamanho.

A estrutura acompanha esse ritmo: são cerca de 60 colaboradores diretos e mais de 200 indiretos, incluindo franqueados e parceiros.

Novas receitas e expansão internacional

O próximo passo da Avend passa por aprofundar margens e diversificar receitas. Entre as iniciativas está a criação de uma plataforma própria de compras, conectando diretamente fornecedores à rede de franqueados, um movimento de verticalização que pode aumentar eficiência e rentabilidade.

Outra frente é a monetização das telas das máquinas, transformando os equipamentos em canais de mídia digital.

Mas é fora do Brasil que está uma das apostas mais ambiciosas. A expansão internacional, inicialmente planejada para a América Latina, pode ganhar um atalho inesperado: a Europa. Um franqueado já articula a abertura de uma operação na Espanha, o que pode marcar a primeira incursão global da marca.

Um fundador ainda em modo construção

Apesar dos números e da escala alcançada antes dos 30 anos, Guilherme Álvares evita a narrativa de “chegada”. Sua trajetória, marcada por tentativas, erros e ajustes constantes, moldou uma visão mais pragmática sobre crescimento.

Para ele, o diferencial da Avend não está apenas no modelo de negócio, mas na capacidade de evoluir continuamente.

Em um setor ainda em consolidação no Brasil, o Grupo Avend surge como um dos players mais estruturados, e com ambição clara de ultrapassar fronteiras. Se depender do histórico de decisões do seu fundador, o crescimento acelerado até aqui pode ser apenas o começo.

*Infomercial é de responsabilidade exclusiva dos autores.



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