O B55, instituto sem fins lucrativos voltado a empreendedores, criado por Guilherme Benchimol, André Street e David Vélez, firmou uma parceria estratégica com o Instituto Caldeira para integrar os ecossistemas de inovação de São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). O movimento reforça a agenda de internacionalização e expansão das comunidades empreendedoras ligadas aos dois hubs.
O acordo, anunciado na última quinta-feira (26), prevê a realização de eventos conjuntos, desenvolvimento de programas e iniciativas voltadas à conexão com redes globais. Na prática, a parceria se estrutura em três frentes: cocriação de conteúdo, execução compartilhada de programas e colaboração em iniciativas internacionais, como missões empresariais e aproximação com outros polos de inovação.
A expectativa é que as organizações passem a compartilhar agendas, redes de contato e oportunidades, ampliando o fluxo de negócios entre as duas praças. “O acordo nasce do alinhamento de propósito entre duas iniciativas que apostam no capital humano e no poder das conexões para gerar valor”, afirmou Cristhiano Faé, em nota. Segundo ele, a integração deve facilitar o acesso de empreendedores a ambientes de suporte contínuo, especialmente para aqueles que operam entre diferentes capitais.
Do lado do Instituto Caldeira, a parceria é vista como um passo relevante na ampliação de sua atuação. “Ao integrar as comunidades, criamos mais oportunidades de troca, colaboração e geração estruturada de negócios”, disse Pedro Valério.
Mais do que uma colaboração pontual, a intenção é conectar hubs relevantes para ganhar densidade de networking, ampliar o fluxo de capital e acelerar o acesso a mercados internacionais — ativos cada vez mais críticos na nova economia.
O que é a B55 e a proposta do trio de CEOs
Recém-lançada, a iniciativa do B55 nasce com a ambição de atuar como um elo entre diferentes polos de inovação no Brasil e no exterior. A proposta é construir uma plataforma de conexões de alto nível, voltada a fundadores, investidores e executivos, com foco em geração de negócios e expansão global.
O instituto sem fins lucrativos é voltado para ajudar empreendedores que já têm faturamento de R$ 5 milhões a R$ 15 milhões e produtos, serviços validados, a ganhar escala. O instituto promete ampliar seu atendimento até o final do ano, conforme o estágio de cada empreendedor, e incluir iniciativas gratuitas.