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Em sorteio realizado neste sábado (6), a Fifa definiu que o primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 será no MetLife Stadium, no distrito de East Rutherford, em Nova Jersey, que fica bem próximo de Nova York. A partida, contra o Marrocos, acontece no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília).
O anúncio oficial da tabela contou com a presença de lendas do futebol como Ronaldo, Francesco Totti, Hristo Stoichkov e Alexi Lalas, além do presidente da entidade, Gianni Infantino.
Casa dos times de futebol americano New York Jets e New York Giants, o MetLife é um estádio com capacidade para 82.500 torcedores. Só para termos de comparação, ele é maior do que o Maracanã, atualmente o maior estádio brasileiro, com pouco mais de 78 mil lugares.
Trata-se de um dos maiores e mais modernos estádios dos Estados Unidos e foi projetado justamente para receber grandes eventos. O local já recebeu mais de 550 eventos de grande porte e outros 3.000 desde a sua inauguração, em 2010. Ele foi erguido onde antes ficava o Giants Stadium.
Entre os vários eventos que o MetLife recebeu estão o Super Bowl de 2014, a final da Copa América Centenário, em 2016, além de shows de ícones da música mundial. O estádio já foi eleito nove vezes o de maior faturamento do ano.
Por qual motivo o Brasil foi colocado ali?
A Fifa ajustou o calendário para reduzir deslocamentos, ampliar dias de descanso e garantir condições ideais de bem-estar para jogadores e torcedores. Para isso, analisou diversos aspectos dos estádios, como temperatura, acessibilidade, transporte, segurança e estrutura de transmissão.
A versão final da tabela será confirmada em março, após as repescagens, já que ainda faltam quatro seleções a serem definidas para o torneio. O palco será o mesmo da final da Copa.
Abaixo, jogos do Brasil na primeira fase, segundo o horário de Brasília:
- 13 de junho Brasil x Marrocos 19h
MetLife Stadium Nova Jersey - 19 de junho Brasil x Haiti 22h
Lincoln Financial Field Filadélfia - 24 de junho Brasil x Escócia 19h
Hard Rock Stadium Miami
Atualmente o gramado é sintético. A Fifa já anunciou que ele passará por adaptações para receber jogos de futebol.
Áreas vips
Erguido a um custo de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,68 bilhões), sete vezes mais do que o custo inicial da NeoQuímica Arena (o Itaquerão, casa do time de futebol do Corinthians, palco de abertura da Copa de 2014 no Brasil), o MetLife Stadium é mais do que um estádio de futebol americano, atualmente seu principal uso. Em seus 195 mil metros quadrados de área construída estão, além do gramado de grama sintética e arquibancadas, mais de 200 suítes distribuídas em quatro níveis.
Ele também conta com áreas vips como EY Coaches Club, Corona Beach Club, West Mezzanine Club, Commissioners Club e o MetLife 50 Club, este último a experiência mais premium de todas, com acesso até ao campo, entre diversos outros mimos. O projeto contou com influentes escritórios de arquitetura, entre eles o David Rockwell Group, premiado internacionalmente por criar experiências cênicas e imersivas.
Sustentabilidade e segurança
O MetLife Stadium adotou, em 2021, o programa Esporte para Ação Climática da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, comprometendo-se com metas globais de redução de emissões de gases de efeito estufa. A adesão alinhou o estádio às diretrizes internacionais voltadas para práticas ambientais mais rígidas no setor esportivo.
Entre as iniciativas de sustentabilidade implementadas, o estádio investe em ações de conservação de energia, como geração própria de energia solar, iluminação LED e uso de sensores de movimento. A frota operacional também passou a incluir veículos híbridos e elétricos. Na gestão de materiais, o local mantém programas de doação de alimentos e materiais, além de um sistema de reciclagem que contempla alumínio, PET, papelão e resíduos eletrônicos.
O MetLife Stadium também adota medidas para reduzir o consumo de água, utilizando mictórios sem água e fontes de filtragem distribuídas pelo complexo. As ações buscam minimizar o impacto ambiental das operações cotidianas e atender a padrões mais exigentes de sustentabilidade em grandes arenas esportivas.
Na área de segurança, é referência absoluta. Recebeu a certificação SAFETY Act do Departamento de Segurança Interna dos EUA e ocupa há nove anos consecutivos o topo da lista Security 500 na categoria de instalações esportivas para espectadores.