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Caramujos coloridos correm risco de extinção por terem beleza exótica

A beleza nem sempre é sinônimo de coisa boa no mundo animal. Considerado um dos animais mais bonitos do mundo, o caramujo arborícola Polymita, nativo do leste de Cuba, tem sido alvo frequente de pessoas que visam colecionar suas conchas de padrões vibrantes e variados, com cores como verde-limão, azul, laranja e amarelo.

Segundo a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, embora seja permitido fora de Cuba, é ilegal retirar os caramujos ou suas conchas do país sem permissão. No entanto, a parte de trás do corpo do animal continua sendo vendida ilegalmente, acelerando o desaparecimento da espécie.

Outra característica também torna os lindos caramujos alvos fáceis de predação e perturbações. “Essa espécie é tão sedentária que alguns indivíduos permanecem no mesmo local por seis meses”, explica o biólogo conservacionista e professor Bernardo Reyes-Tur, da Universidade do Oriente, em Cuba, em entrevista ao National Geographic.

Ainda segundo o biólogo cubano, não se sabe exatamente se as diferentes colorações nas conchas os protegem de predadores ou oferecem alguma outra vantagem aos caramujos.

Especialistas tentam salvar os caramujos

Uma possível extinção dos caramujos poderia atrapalhar o habitat cubano. Ecologicamente, os caracóis servem como importantes fontes de alimento para outras espécies raras e nativas também com chances de desaparecer. Além disso, ao devorar musgos e fungos, eles ajudam a manter as árvores saudáveis.

Por terem cores que chamam a atenção, as conchas dos caramujos são alvos constantes de colecionadores

Para tentar salvar as seis espécies conhecidas do gênero, Reyes-Tur se juntou com o geneticista evolutivo e especialista em moluscos Angus Davison, da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, em busca de alternativas viáveis.

Agora, a dupla pretende reproduzir a espécie em cativeiro, armazenar tecidos dos caramujos em freezers criogênicos para realizar pesquisas genéticas avançadas, além de sequenciar o genoma dos Polymita para entender sua evolução. Outros objetivos são confirmar a existência de espécies distintas e identificar genes responsáveis pelas cores únicas.

A esperança dos cientistas é que eles consigam salvar e descobrir informações valiosas sobre os caramujos antes que as espécies desapareçam completamente do mapa.

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