As investigações que buscavam responsabilizar os culpados pela morte de Benício Xavier, de 6 anos, que veio a óbito após receber uma dose incorreta de adrenalina na veia em um hospital particular de Manaus (AM), chegaram ao fim.
Foram responsabilizados pela polícia — além da médica que fez a prescrição errada e da técnica de enfermagem que aplicou a injeção de adrenalina — dois diretores do hospital. Mais detalhes das investigações serão exibidos neste domingo (3) no Fantástico.
Relembre o caso
Benício foi levado ao hospital Santa Júlia no dia 22 de novembro com tosse seca e suspeita de laringite. Um mês antes, ele havia sido tratado no mesmo local com inalação de adrenalina — e teve melhora. Desta vez, no entanto, a médica prescreveu adrenalina pura, não diluída, via intravenosa, em três doses que somavam 9 miligramas.
O menino piorou rapidamente: ficou pálido, com membros arroxeados, e disse que “o coração estava queimando”. Ele foi levado para a UTI, mas sofreu paradas cardíacas por volta das 23h.
Na madrugada do dia seguinte (23), o estado de Benício continuou instável, com oscilações rápidas na oxigenação. Minutos depois, ele apresentou nova piora e não respondeu às manobras de reanimação.
Inalação X injeção
A adrenalina é um hormônio produzido pelo corpo que pode ser sintetizado e utilizado como medicamento. A inalação com adrenalina é indicada para problemas respiratórios leves. Já a injeção de adrenalina aplicada na veia é usada em casos graves, como paradas cardiorrespiratórias.