Belo Horizonte — O senador e possível pré-candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) criticou o minsitro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e desafiou o magistrado a incluí-lo no Inquérito das Fake News. O parlamentar falou em “desmascarar a hipocrisia” do decano da Corte.
A manifestação de Cleitinho ocorre em meio aos embates do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) com Gilmar Mendes, que decidiu pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, para incluir o político do Novo no inquérito que investiga a disseminação de informações falsas e ameaças contra a Corte.
Gilmar Mendes vem aqui ver esse vídeo, quero ver se você vai colocar também no inquérito das fakenews. Tá lançado o desafio. pic.twitter.com/nHgUlArSJn
— Cleitinho (@cleitinhotmj) April 21, 2026
Nessa terça (21/4), o senador postou um vídeo do canal Porta dos Fundos, que satiriza o ministro do STF. Na produção, um motorista aparece pedindo informações de como “aprovar um projeto de lei para livrar a cara de uns senadores” e “suspender coleta de provas contra tucanos acusados de corrupção em Furnas”, ao que um homem responde: “Isso é lá com o Gilmar Mendes”.
“Gilmar Mendes vem aqui ver esse vídeo, quero ver se você vai me colocar também no Inquérito das Fake News. Tá lançado o desafio”, escreveu Cleitinho. “Quero saber se a carapuça vai servir com esse vídeo. Pode ter certeza que eu, como outros senadores, vamos colocar o STF no devido lugar”, falou na gravação.
Embate de Gilmar e Zema
O pedido de Gilmar para que Zema seja investigado no Inquérito das Fake News vem após meses de investidas do pré-candidato do Novo à Presidência contra um grupo de ministros da Suprema Corte.
Um vídeo divulgado nas redes do ex-governador mineiro, em março, motivou o pedido. Na peça, fantoches imitam um diálogo inventado entre Mendes e Dias Toffoli. O fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda uma quebra de seus sigilos determinada pela CPI do Crime Organizado.
Em diferentes investidas, Zema tem chamado os minstros do Supremo de “intocáveis” e afirmado que, por causa deles, o Brasil vive “uma vergonha moral”.