Seja Bem Vindo - 04/05/2026 12:05

como sair de relações tóxicas após o término

A atriz Alanis Guillen, conhecida por seus papéis em novelas na TV Globo, recorreu à Justiça do Rio de Janeiro para garantir sua segurança após o fim de seu relacionamento com Giovanna Reis. A Justiça aceitou o pedido de medida protetiva baseado na Lei Maria da Penha, após denúncias de que a ex-companheira estaria perseguindo e ameaçando a artista desde março, quando o namoro terminou. O caso acende o alerta sobre a persistência de comportamentos abusivos mesmo após a ruptura e levanta o debate sobre saúde emocional.

Entenda os pontos centrais do caso:

  • O estopim: Alanis relatou contatos insistentes e visitas indesejadas de Giovanna em sua residência após o término.

  • Ameaça à reputação: a atriz alegou que a ex-namorada tentou expor assuntos pessoais e procurou colegas de elenco da novela Três Graças.

  • Decisão judicial: a Justiça reconheceu indícios de violência psicológica e perseguição (stalking), aplicando a Lei Maria da Penha.

  • Restrições: Giovanna está proibida de manter qualquer contato com Alanis, seja por redes sociais, ligações ou por meio de comentários públicos.

Alanis Guillen e Giovanna Reis

O perigo do “vício” emocional

Para a sexóloga e psicóloga clínica Alessandra Araújo, o caso de Alanis Guillen ilustra uma realidade comum: a dificuldade de uma das partes em aceitar o fim, transbordando para o controle e a manipulação.

“Identificar um relacionamento tóxico é como notar que a água está esquentando enquanto você já está dentro da panela. Muitas vezes, só percebemos quando já está quase fervendo”, compara a especialista.

Segundo Alessandra, o comportamento relatado no processo — como a perseguição e a tentativa de envolver terceiros — são formas clássicas de desrespeito e tentativa de manter o poder sobre o outro.

Como identificar se você está em uma relação tóxica

Abaixo, a especialista lista os principais sinais de alerta que indicam que a relação deixou de ser saudável:

  • Pisar em ovos: você mede cada palavra para evitar explosões ou conflitos constantes.

  • Isolamento sutil: o parceiro critica seus amigos e familiares, fazendo você se sentir culpada por ter vida social própria.

  • Gaslighting: uma forma de manipulação onde você passa a duvidar da sua própria memória ou sanidade, pois o outro sempre nega os fatos.

  • Controle disfarçado de cuidado: ciúme excessivo sobre roupas ou a exigência de senhas de celular sob o pretexto de “não termos segredos”.

  • Invalidação: seus sentimentos são tratados como “drama” ou “loucura”.

Se houver qualquer tipo de violência física ou ameaça, o plano de saída deve ser feito com ajuda profissional (delegacias da mulher, advogados ou ONGs) para garantir a sua integridade física

O caminho para a liberdade: dicas da especialista

Sair de um ciclo abusivo exige mais do que apenas coragem; exige estratégia. Alessandra Araújo sugere passos fundamentais para quem precisa retomar o controle da própria vida:

  1. Encare a realidade: pare de focar no “potencial” da pessoa ou em como o início do namoro era maravilhoso. Analise quem a pessoa é hoje e como ela te trata agora.

  2. Reative sua rede de apoio: o abusador costuma isolar a vítima. Volte a falar com amigos e familiares de confiança; eles serão suas “testemunhas da realidade”.

  3. Planeje a independência: se houver dependência financeira, organize um fundo de reserva ou busque auxílio em órgãos de proteção.

  4. Contato zero: “Relacionamentos tóxicos funcionam como vício”, explica Alessandra. O corte total de comunicação (bloqueio em redes, ligações e evitar lugares comuns) é a desintoxicação necessária para o cérebro parar de buscar a validação de quem te machuca.

Quando estamos dentro, o nosso cérebro cria mecanismos de defesa (como a negação) para aguentar a dor. Por isso, o “alerta” de alguém de fora — um amigo, um terapeuta ou até ler um conteúdo como este — funciona como o despertador que te tira do pesadelo

Quando o alerta deve ser externo

Embora seja possível sair de uma relação tóxica sozinha, a sexóloga enfatiza que o apoio externo é um divisor de águas. “O ‘ponto cego’ da negação é um mecanismo de defesa. Ter alguém que diga ‘isso que ele(a) fez não é normal’ é o que dá força para romper a narrativa do outro”, afirma.

Em casos de ameaças ou violência física, a orientação é clara: procure ajuda profissional imediatamente em Delegacias da Mulher, ONGs ou através de advogados especializados para garantir a integridade física e jurídica, assim como fez Alanis Guillen.





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