A coordenadora do serviço de gastrohepatologia do Mater Dei, Marina Pamponet, em entrevista ao Metropole Saúde desta quinta-feira (16) elencou o uso excessivo de antibióticos, carga genética e fumo como fatores relevantes para desenvolver a Doença Inflamatória Intestinal. Atividades físicas e hábitos saudáveis podem ajudar na prevenção da condição, mas não são o definidores.
“O que diminui o risco? Hábitos de vida saudáveis, isso inclui uma dieta rica em fibras, aumentar consumo de frutas e líquidos e atividades físicas. Mas não é só o hábito de vida. Temos ali a carga genética, se fuma ou não fuma, se usou antibiótico excessivamente ao longo da vida, se amamentou ou não, se tem uma rotina estressante, se respeita a higiene do sono. É um conjunto de fatores que vão levar ao surgimento da doença e não temos como prever quem vai apresentar”, disse a especialista.
Com pico de ocorrência entre os 15 aos 30 anos, a Doença Inflamatória Intestinal se refere à duas doenças, a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Estas são decorrentes de uma condição autoimune. A manifestação delas decorre de uma inflamação no intestino por uma autoimunidade exacerbada, que passa a atacar o próprio intestino. Apesar de autoimune, apesar disso, a especialista citou que não dá para saber o porquê de um indivíduo desenvolver a Doença Inflamatória Intestinal.
Confira a entrevista na íntegra: