Bom dia. Estamos na quinta-feira, 19 de março.
Cenários
As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do seu equivalente americano, o Federal Open Market Committee (Fomc) encerradas na quarta-feira (18) confirmaram as expectativas dos investidores. Por aqui, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual para 14,75% ao ano. Nos Estados Unidos, o Fomc manteve os juros estáveis na faixa entre 3,50 e 3,75% ao ano, e também não indicou qual a trajetória futura da política monetária no curto prazo.
A maior “surpresa” – e também a maior preocupação – das duas reuniões foi o reconhecimento do óbvio: não dá para prever o que vai ocorrer devido à guerra no Irã. A alta dos preços do petróleo tem um impacto sobre a inflação. Em consequência disso, também há uma influência sobre os juros.
O problema dos banqueiros centrais é o mesmo de todos os investidores: não é possível saber quanto tempo a guerra vai durar, qual serão as consequências sobre os preços do petróleo (que vão subir) e como esse aumento de preços vai pressionar a inflação e os juros no curto, médio e longo prazo.
Por isso, tanto o Copom quanto o Fomc fazem a única coisa que podem fazer em um cenário assim: reconhecem que há um grau maior de incerteza do que havia antes da guerra e lançam medidas de proteção, mantendo a política monetária mais apertada do que seria necessário se não houvesse guerra.
O cenário não ajuda. Após uma breve pausa, o Irã começou a quinta-feira bombardeando instalações de gás natural no Catar, ao mesmo tempo em que fontes militares americanas disseram à agência Reuters que os Estados Unidos estão planejando enviar alguns milhares de soldados para o Oriente Médio. Se confirmado, esse envio levaria a guerra a uma nova fase, mais intensa e mais difícil de encerrar.
Perspectivas
As consequências do ataque iraniano ao Catar foram intensas e imediatas. Nesta manhã, o barril de petróleo do tipo Brent está cotado a US$ 116, após ter atingido um pico de US$ 119 durante a madrugada. Como resultado, os pregões europeus estão com baixas de 2% em média, e os contratos futuros dos índices americanos estão em leves baixas no pré-mercado.
Indicadores
BRASIL
Sem indicadores relevantes
ESTADOS UNIDOS
Pedidos iniciais de seguro-desemprego
Esperado: 215 mil
Anterior: 213 mil
Venda de casas novas (Jan)
Esperado: 722 mil
Anterior: 745 mil
Índice de atividade industrial FED da Filadélfia (Mar)
Esperado: 8,3
Anterior: 16,3