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Drones Agrícolas Avançam, Mas Exigem Regulamentação Mais Clara

guteksk7/Getty Images


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O uso de drones para pulverização agrícola vem ganhando espaço no Brasil, mas ainda enfrenta desafios técnicos e regulatórios. O relatório “Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática”, elaborado pelo pesquisador Rafael Moreira Soares, da Embrapa Soja (PR), e pelo empresário Eugênio Passos Schröder, mostrou que apesar da tendência cada vez maior do uso dessa tecnologia no campo, os equipamentos ainda precisam passar por uma análise criteriosa antes de começarem a trabalhar.

“Os drones apresentam uma alternativa intermediária entre os pulverizadores terrestres e os aviões agrícolas, mas requerem uma análise precisa antes da adoção”, afirma Soares. Para ele, ainda faltam dados consistentes sobre aspectos técnicos importantes, como taxa de aplicação, velocidade de trabalho, uniformidade da pulverização e controle da deriva. Apesar disso, algumas vantagens práticas já são reconhecidas.

Os drones agrícolas permitem a realização de aplicações pontuais, com maior precisão e menor exposição do operador a produtos químicos. A evolução desses equipamentos também tem sido constante, com destaque para a adoção de bicos rotativos, que oferecem maior controle sobre o tamanho das gotas e ajudam a reduzir perdas por deriva.

Essa tecnologia opera com modelos multirrotores ou de asa fixa, utilizando motorização elétrica a bateria, e são equipados com diferentes tipos de hardware, software, câmeras e sensores. Os drones tem capacidade de realizar processos como mapeamento georreferenciado, monitoramento, geração de imagens e, no caso da pulverização, aplicação automatizada de produtos líquidos e sólidos.

Drones como investimento próprio ou serviço contratado

Com a chegada de modelos com tanques de 40 litros ou mais no mercado, a partir de 2022, tornou-se possível pulverizar mais de 100 hectares por dia com um único drone. Isso ampliou o interesse de produtores em adquirir o equipamento em vez de terceirizar o serviço. Segundo Soares, agricultores que já dispõem de parte da infraestrutura necessária, como veículos, mão de obra e misturadores de calda, tendem a fazer um investimento menor do que empreendedores que atuam como prestadores de serviço.

Por outro lado, Schröder afirma que montar um negócio especializado em pulverização com drones exige planejamento. “O investimento não se limita à compra do drone, mas envolve aquisição de acessórios, veículos de apoio, estrutura administrativa e capital de giro. Em média, o valor necessário é três vezes maior do que o preço do equipamento em si”, disse.

O custo para contratar a pulverização com drones varia amplamente, de acordo com a topografia da área, o tipo de cultura, a tecnologia envolvida e a distância até o local da operação. Segundo os autores do estudo, os preços geralmente oscilam entre R$ 100 e R$ 400 por hectare. Algumas empresas cobram por hora de voo, enquanto outras oferecem pacotes que incluem o preparo da solução a ser aplicada.

Normas em desenvolvimento

O uso de drones para aplicação de defensivos agrícolas é regulamentado no Brasil por normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, especialistas alertam que o setor ainda carece de uma regulamentação específica mais clara e de atualização constante, dada a rápida evolução dos equipamentos e sua crescente adoção no campo.

Segundo Soares, os produtores rurais ou empresas prestadoras de serviços de pulverização aérea que têm dúvidas sobre situação de conformidade com a legislação podem consultar diferentes fontes. Uma delas é o portal do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), que reúne em seu portal os principais requisitos de legislação. “É importante estar ciente de toda a legislação vigente e atender aos requisitos para que não haja problemas com órgãos de fiscalização e que se mantenha a segurança das aplicações aéreas”, afirma Soares.

A expectativa é de que, com o avanço das pesquisas e a consolidação de dados técnicos, a tecnologia possa ganhar maior escala e contribuir para o aumento da eficiência e da sustentabilidade da produção agrícola brasileira. Soares afirma que essa é uma área que se encontra em franca evolução e se moderniza a cada ano. “É um trabalho incessante, pois, além da atualização das máquinas, aumenta cada vez mais a diversidade de culturas, de produtos e de alvos envolvidos”, avalia Soares.





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