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Ela Liderou a Abertura de Capital de Duas Empresas. A OpenAI Pode Ser a Terceira

As especulações sobre um possível IPO da OpenAI seguem ganhando força, já que a empresa revolucionou o setor de tecnologia em um ritmo mais rápido do que o mercado foi capaz de assimilar e precificar.

Esta semana, reportagens indicaram que a decisão de levar a companhia de Sam Altman a Wall Street é menos uma questão de “se”, e mais uma questão de “quando”. No entanto, também circulam rumores sobre fissuras nos altos escalões executivos em relação à rapidez com que isso deve acontecer. Segundo o The Information, Altman pretende abrir capital antes do que a CFO, Sarah Friar, considera adequado.

Este não é o primeiro roadshow da executiva. Em 2015, ela se viu diante de analistas de Wall Street, respondendo a perguntas sobre a fintech Square, liderada por Jack Dorsey (também cofundador e ex-CEO do Twitter).

Friar conhecia os números de cor e, quando a Square tocou o sino de abertura na Bolsa de Valores de Nova York em novembro daquele ano, isso se deveu em grande parte à forma como ela conduziu um processo de IPO marcado por um down-round (avaliação inferior à da rodada anterior), mas que, ainda assim, estreou com força no mercado.

Agora ela está de volta, considerando mais um roadshow de IPO. Desta vez, a empresa é a OpenAI, e os riscos são exponencialmente maiores. O cronograma ideal para Altman e o que Friar considera correto para os acionistas parecem divergir.

Quem é Sarah Friar, a CFO da OpenAI

Nascida na Irlanda do Norte e com 53 anos, Friar tornou-se a primeira CFO da OpenAI em junho de 2024. Ela veio da rede social de vizinhanças Nextdoor, onde atuou como CEO, liderando a empresa em sua listagem pública em 2021.

Seu currículo também inclui um capítulo como vice-presidente sênior de finanças e estratégia na Salesforce, uma década no Goldman Sachs e um início de carreira na McKinsey em Londres e na África do Sul. Ela possui mestrado em metalurgia, economia e administração em Oxford e um MBA em Stanford, onde se formou entre os 10% melhores da turma. A executiva também foi condecorada com a Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II por suas contribuições ao empreendedorismo.

O momento da OpenAI

No início deste ano, Friar declarou publicamente que vê 2026 como o ano da “adoção prática da IA”, prevendo uma transição para resultados reais de negócios. A receita da empresa saltou de US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em 2023 para mais de US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões) em 2025, juntamente com um aumento de quase 10 vezes na capacidade de computação.

“A adoção gera receita, e a receita alimenta a próxima fase da inovação.”

Sarah Friar, CFO da OpenAI

No final de março, a empresa foi avaliada em US$ 852 bilhões (R$ 4,26 trilhões). Normalmente, isso já seria uma história de IPO por si só. No entanto, fontes internas dizem que Friar tem sido mais cautelosa nos bastidores.

Segundo relatos, ela teria dito a colegas que a OpenAI não está pronta para abrir o capital em 2026, em grande parte devido ao aumento nos gastos. A empresa comprometeu mais de US$ 600 bilhões (R$ 3 trilhões) em infraestrutura ao longo de cinco anos e projeta-se que queime mais de US$ 200 bilhões (R$ 1 trilhão) antes de atingir um fluxo de caixa positivo.

Sua rodada de financiamento de US$ 122 bilhões (R$ 610 bilhões) também conta com o forte apoio da Amazon e da NVIDIA, fornecedores-chave, bem como de investidores. Isso cria o que vem sendo visto como uma bolha, baseada em uma dependência cíclica. É um desafio que líderes de tecnologia e economistas têm dificuldade em debater. Para Friar, é exatamente o tipo de escrutínio no qual os analistas focarão antes do IPO.

Desentendimentos entre Sarah Friar e Sam Altman

Com tanto em jogo no setor de tecnologia, a hesitação não fica escondida. Está evidente nas reuniões. Segundo relatos, Friar esteve notavelmente ausente de uma recente reunião com um grande investidor sobre a aquisição de servidores, apesar de ter participado de discussões desse tipo anteriormente. No entanto, tanto Altman quanto Friar divulgaram desde então uma declaração conjunta tranquilizando os acionistas de que estão “completamente alinhados na estratégia de computação.”

Não é a primeira vez que o relacionamento entre os dois fica sob os holofotes. Desde agosto de 2025, Friar não se reporta a Altman, mas a Fidji Simo (ex-executiva da Instacart e do Facebook), que Altman trouxe para ser a CEO de aplicativos. A decisão é uma quebra do status quo, já que a maioria dos CFOs de grandes empresas, particularmente daquelas a caminho de uma oferta pública, reportam-se diretamente ao CEO.

Foi anunciado recentemente que Simo está em licença médica, lidando com uma condição neuroimune, e Friar está assumindo responsabilidades corporativas mais amplas ao lado de outros membros da diretoria.

Por que Sarah Friar pode ser a pessoa mais importante da OpenAI hoje

É inegavelmente um momento complicado para ser a pessoa responsável pela credibilidade financeira da OpenAI. No entanto, também é exatamente o momento para o qual Friar foi forjada. Longe de ser uma exceção, ela faz parte de um grupo crescente de mulheres CFOs que provaram poder proteger e ao mesmo tempo multiplicar o valor para os acionistas.

A carreira de Friar acompanhou essa evolução em tempo real. Ela ocupou quase todas as versões do cargo, de analista a estrategista, CFO e CEO, em uma variedade de empresas, desde startups em estágio inicial até uma das empresas mais observadas do planeta. Ela já liderou a abertura de capital de duas empresas. Ela sabe o que o processo exige, mas, mais importante do que isso, conhece os impactos de quando as empresas o apressam.

Não é possível confirmar qualquer rompimento entre Altman e Friar sobre um cronograma em relação ao IPO. Mas uma coisa é certa: a OpenAI acabará abrindo o capital. E quando isso acontecer, a força dessa oferta dependerá menos das histórias contadas em palcos de conferências e podcasts e mais do trabalho que está sendo feito neste momento, a portas fechadas, liderado pelas mulheres que fazem as perguntas difíceis que outros estão com pressa demais para abordar.

*Gemma Allen é colaboradora da Forbes USA. Ela tem 18 anos de experiência em diversas áreas na indústria de tecnologia. Também é colaboradora da Nasdaq para o avanço feminino e futuro do trabalho, além de mãe.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com



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