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Empreendedoras Criam Plataforma para Transformar Mães em Influenciadoras

Mães sempre foram as maiores influenciadoras dentro de suas redes. Do grupo da escola à roda de amigos, elas compartilham experiências e ditam as decisões de consumo das famílias. Mais de 80% das marcas que entram nos lares brasileiros são escolhidas por mulheres, segundo um estudo da B2Mamy, maior comunidade de mães do Brasil, que conecta essas mulheres a grandes marcas, como Ambev, Uber e Unilever, por meio de pesquisas, marketing de influência e eventos. “Nasce uma mãe, nasce uma influencer. Ela já influencia naturalmente o grupo da escola, a família e os filhos”, diz Dani Junco, fundadora da B2Mamy.

Dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE corroboram o cenário: as mulheres já são maioria na chefia das famílias brasileiras, atuando como as principais provedoras em mais de 41 milhões de lares.

De olho nesse poder de influência e decisão de compra, Junco se uniu a Dri Elias, fundadora da agência CoCreators, para criar a Like by B2Mamy / CoCreators. O ecossistema lançado pelas empreendedoras neste mês faz a ponte entre empresas e mães criadoras de conteúdo por meio de uma plataforma – que já existia na CoCreators e agora se une à comunidade de mais de 200 mil mulheres da B2Mamy. “O que estamos fazendo é estruturar os meios para que elas ganhem com essa influência”, explica Junco.

A meta é cadastrar 10 mil mães que já criam ou querem criar conteúdo por meio da plataforma e ajudá-las a gerar R$ 1,2 milhão em renda até o final de 2026. “A maioria das plataformas que existem no mercado atua como o Tinder: elas apenas fazem o match entre a marca e o influenciador, mas não dizem com que roupa você deve ir, não acompanham o encontro nem pagam a conta do restaurante”, explica Elias. “Nós somos como o Uber. Entregamos a corrida completa e o pagamento direto para o criador.”

A aposta das fundadoras encontra um terreno fértil no Brasil, um dos líderes mundiais na economia de criadores, com cerca de 3,8 milhões de perfis focados na geração de conteúdo — 78% deles classificados como nano ou microinfluenciadores (até 50 mil seguidores). O comportamento digital das mães também sustenta a escala do projeto: dados de um levantamento conduzido pela área de Consumer Insights do UOL e a MindMiners, que ouviu 1.000 mulheres, apontam que 95% delas utilizam redes sociais e 60% passam de uma a cinco horas diárias nessas plataformas.

Decisão de compra vai muito além das fraldas

O projeto também chega para mostrar que mães não influenciam apenas o consumo de itens de maternidade básica. “Estamos decidindo todo o movimento de consumo da próxima geração”, diz Junco. “O primeiro celular de uma criança ou adolescente é o da mãe. Então, se ela usa Apple, a chance de o filho adotar o ecossistema iOS no futuro é enorme.”

Um exemplo desse olhar das marcas para o público materno foi o lançamento do Uber Teens no Brasil em 2025, serviço do app de mobilidade voltado para adolescentes, que precisou segmentar seu discurso e se voltar diretamente às mães. O mesmo ocorre no setor bancário: o Banco do Brasil identificou que 8 em cada 10 mulheres contratam seu primeiro seguro de vida quando engravidam. “Se você é uma marca e não está falando com a gente, está lançando produtos sem os dados certos para o seu público-alvo”, diz a fundadora da B2Mamy.

Essa tese já foi validada na prática. Durante o último ano, antes de fechar a parceria com a CoCreators, a B2Mamy atendeu 31 marcas, fazendo a ponte com mães influenciadoras de forma manual. “Tudo o que a gente fazia à mão, agora vamos fazer dentro da plataforma”, explica Junco. “O lançamento da parceria é novo, mas o produto já existe e as marcas que já atendíamos vão migrar para lá.” Entre os clientes, estão grandes empresas como Nestlé, BB Seguros, Jack Daniel’s e CVC, além de marcas óbvias do segmento, como Mustela, Turma da Mônica e Softys.

Como funciona a plataforma

Sem a exigência de um número mínimo de seguidores, a plataforma funciona direto na nuvem, dispensando downloads que ocupam a memória do celular. O onboarding leva cerca de cinco minutos: a usuária conecta seu Instagram ou TikTok, seleciona áreas de interesse — que vão de maternidade a beleza, estilo de vida e viagens — e aguarda os alertas de match com os briefings das marcas. “Temos uma etapa que utiliza inteligência artificial para cruzar a transcrição do que a criadora falou com o briefing da marca, unindo isso à curadoria humana especializada”, explica Elias.

Em até 48 horas, a criadora recebe um feedback e realiza os ajustes, se necessário. Após a aprovação, o conteúdo é agendado e o pagamento é realizado em até 30 dias.

O ecossistema, no entanto, vai além do repasse financeiro. Para garantir que essa rede cresça com qualidade, a B2Mamy plugou sua edtech na plataforma, oferecendo mais de 2.000 horas de cursos gratuitos sobre empreendedorismo e negócios. Já a CoCreators disponibiliza o “Curso Start”, focado em técnicas de produção de conteúdo.

Após atingirem as metas do primeiro ano, as CEOs já têm ambições globais. “Somos a porta de entrada perfeita para o go-to-market de marcas americanas e europeias que precisam testar e validar a adesão cultural de seus produtos aqui no Brasil.”



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