O documentário A Colisão dos Destinos, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro desde a infância até a Presidência da República, estreou nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (15/5) com baixa adesão do público.
O documentário está em cartaz em salas de cinema de 17 estados, mas com pouca presença nas grandes redes exibidoras. Nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro, a produção não está em cartaz.

Jair Bolsonaro em pôster de documentário
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A Colisão dos Destinos, documentário sobre Jair Bolsonaro, estreou nos cinemas nesta quinta-feira (14/5)
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Cena de A Colisão dos Destinos, documentário sobre Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Breno Esaki/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro
Fábio Vieira/ Metrópoles

Ex-presidente Jair Bolsonaro
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O longa-metragem acompanha a vida privada do ex-presidente a partir de depoimentos de familiares, amigos e aliados políticos. Entre eles estão os filhos Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro.
No estado de São Paulo, as 16 salas que exibem a produção estão todas fora da capital. No Distrito Federal, o filme passa em apenas dois cinemas, localizados em regiões do entorno.
O documentário está em cartaz em nove salas em Santa Catarina, sete no Rio Grande do Sul, cinco no Espírito Santo, na Bahia e em Minas Gerais, quatro no Ceará, em Goiás e no Paraná, duas em Pernambuco, e uma no Rio Grande do Norte, em Roraima e em Rondônia.
Os principais grupos exibidores são o Grupo Cine, Grupo GNC, Cine Gracher, AFA Cinemas, Cine Plus e UCI Orient. Nenhum deles figura entre as grandes redes exibidoras do país.
Nas redes sociais, o diretor Doriel Francisco afirma que não investiu em divulgação, mas denuncia um suposto boicote ao filme e fala em cerceamento do direito do público de conhecer e formar opinião sobre Jair Bolsonaro.
Feito com recursos próprios do cineasta, a produção chega às telas em meio ao imbróglio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como financiador de Dark Horse, ficção que também aborda a carreira do ex-presidente.
“Foi um projeto feito na raça, sem financiamento público, apenas com coragem, dedicação e o apoio de uma equipe que doou seu tempo de forma voluntária para transformar esse sonho em realidade”, afirma o diretor.