Após assumir o comando da Secretaria das Relações Institucionais no governo Lula, José Guimarães deixou a coordenação do grupo de trabalho do PT responsável por negociar os palanques estaduais para as próximas eleições.
O novo ministro, que se despediu das funções partidárias na quinta-feira (23/4), será substituído por um integrante da corrente majoritária da sigla, a Construindo um Novo Brasil (CNB). O grupo deve se reunir na próxima semana para definir o nome.
Antes de deixar o posto, Guimarães apresentou aos dirigentes do partido um balanço das negociações em andamento. Segundo relatos, ele indicou avanço nas articulações, mas destacou que ainda há impasses em alguns estados.
De acordo com integrantes do PT, permanecem pendentes as definições em ao menos quatro estados: Paraíba, Goiás, Alagoas e Maranhão.
Em Goiás, a principal indefinição é a escolha do candidato do partido ao governo. Na Paraíba, as negociações ainda não concluíram a formação das candidaturas ao Senado.
Em Alagoas, a mudança de João Henrique Caldas para o PSDB e a decisão de se lançar como pré-candidato ao governo levaram o PT a retomar as discussões sobre a composição da chapa ao Senado na pré-candidatura de Renan Filho (MDB) ao governo estadual.
No Maranhão, a direção do partido defende aprofundar o debate sobre a candidatura ao governo. No estado, houve rompimento entre o governador Carlos Brandão (sem partido) e o vice-governador Felipe Camarão (PT), que tem se colocado como pré-candidato ao governo estadual.
PT discute estratégias eleitorais
O PT abriu nesta sexta-feira (24/4) o congresso nacional da sigla, que deve ser focado em estratégias para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cúpula do partido tem determinado foco total na estruturação da campanha de Lula.
Para evitar contaminação dos trabalhos, a direção nacional da sigla decidiu, na noite de quinta (23/4), adiar o debate sobre a atualização de normas internas da legenda. Com isso, a oitava edição do congresso — que vai até este domingo (26/4) — se concentrará nas estratégias e nas diretrizes para a elaboração do programa da campanha de Lula.
A abertura dos trabalhos do congresso do PT contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Bastante aplaudido pela militância petista, Alckmin reforçou a “lealdade” a Lula e disse que o PT pode contar com ele para trabalhar em “benefício da nossa população”.
A cerimônia também foi acompanhada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e por dirigentes do PCdoB e do PV. José Guimarães e líderes do PT e do governo na Câmara participaram do ato.