Seja Bem Vindo - 10/04/2026 21:34

Ibovespa Avança com Balanços Corporativos em Foco



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O Ibovespa fechou em alta de 1,04% a 134.537,62 pontos, nesta quarta-feira (04). O movimento aconteceu em meio a um noticiário corporativo intenso, com RD Saúde entre os destaques positivos após resultado trimestral acima do esperado, assim como Itaú, que mostrou desempenho sólido no segundo trimestre e reforçou perspectiva de dividendo adicional. O volume financeiro somou R$ 22,15 bilhões.

Na visão do analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, a performance do Ibovespa refletiu a repercussão positiva de balanços corporativos, em um dia também de apetite a risco no exterior e fluxos positivos para mercados emergentes.

Em Wall Street, o S&P, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 0,73%, com resultados de empresas também sob os holofotes, além de expectativas sobre cortes de juros nos Estados Unidos no próximo mês após dados econômicos mais fracos divulgados recentemente.

De acordo com o analista Arthur Barbosa, da Aware Investments, a perspectiva de moderação na atividade econômica dos EUA aumentou as apostas por novos cortes de juros pelo Federal Reserve em 2025. “Isso tem reduzido os prêmios de risco para investimentos em mercados emergentes, como o Brasil.”

Apesar da percepção de agentes em relação a fluxos, dados da B3 ainda mostram um saldo negativo nos dados de capital externo no mercado secundário, com agosto registrando saída líquida de R$ 433 milhões nos dois primeiros pregões do mês.

Após uma série de resultados trimestrais conhecidos entre o fechamento da terça-feira e a abertura desta quarta-feira, uma nova bateria de números está prevista para o final do dia, incluindo dados Braskem, Cogna, Copel, Eletrobras, Minerva, Hypera, Rede D’Or e Suzano.

Câmbio

Já o dólar caiu 0,78%, a R$ 5,46. Essa é a quarta sessão consecutiva de queda. Os movimentos do real neste pregão foram influenciados pelo cenário externo, onde o dólar também recuou frente a moedas de outros países emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e o peso colombiano.

No foco dos mercados globais continua a crescente expectativa por cortes de juros pelo banco central dos EUA a partir de setembro, depois de um relatório de emprego fraco para julho e da renúncia antecipada da diretora Adriana Kugler.

Nesta quarta-feira (06), mais uma autoridade se mostrou aberta à possibilidade de cortes de juros no curto prazo. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, previu que o banco terá que responder a desaceleração da economia norte-americana, defendendo duas reduções de juros neste ano como “razoáveis”. Com isso, operadores levaram a probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros em setembro a 96%, segundo dados da LSEG. Na semana passada, a chance era inferior a 50%. O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,49%, a 98,252.

O cenário doméstico, por sua vez, também esteve favorável ao real devido aos fortes ganhos registrados na bolsa brasileira, à medida que os investidores avaliaram uma nova bateria de balanços corporativos.O avanço das ações brasileiras permite a atração de um maior fluxo de capital estrangeiro para o país, o que, por consequência, pressiona a divisa norte-americana ante o real.

“Avaliamos que o mercado local permanece bastante atrativo para o investidor estrangeiro, seja por conta da confortável posição das contas externas, pela expectativa de maior crescimento do PIB e pela atratividade do carry trade”, disse Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa macroeconômica do Banco Pine.

Apesar dos fatores positivos para a moeda brasileira, o mercado doméstico ainda segue dependente em grande parte de novidades concretas na busca do governo do Brasil por negociar com Washington a tarifa punitiva de Trump. De modo geral, os investidores desejam saber se haverá mais isenções para produtos brasileiros e qual será o plano de contingência do governo para ajudar empresas e setores mais afetados pela taxa dos EUA.

Em entrevista exclusiva à Reuters, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que não vê espaço para negociações diretas com Trump, acrescentando que o Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas. Também nesta quarta, o governo apresentou pedido de consultas aos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa da imposição por Washington da tarifa de 50%, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).





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