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Israel reabre parcialmente passagem de Rafah e veta presença de Médicos Sem Fronteiras em Gaza

Israel reabriu de forma limitada neste domingo a passagem de Rafah, entre o Egito e a Faixa de Gaza, vital para o envio de ajuda humanitária, que no momento só pode ser utilizada pelos moradores do território e sob condições drásticas. O posto é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o exterior que não passa por Israel. No mesmo dia, em um novo revés para as organizações humanitárias, Israel também anunciou que a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) terá de deixar Gaza até 28 de fevereiro por ter se recusado a fornecer a lista de seus funcionários palestinos. Enquanto isso, uma pessoa morreu e três ficaram feridas em um ataque aéreo realizado por um drone israelense na cidade de Aaba, no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde Pública do país.

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O Cogat, o órgão do Ministério da Defesa israelense que supervisiona as questões civis nos Territórios Palestinos Ocupados, não mencionou um aumento da ajuda e afirmou que a passagem de pessoas nos dois sentidos não começará antes de segunda-feira, uma vez “concluídos os preparativos”.

A reabertura foi solicitada com insistência pela ONU e por ONGs internacionais para permitir a entrada de ajuda no território palestino, devastado por dois anos de guerra de Israel contra o movimento islamista palestino Hamas. Mas também houve pressão dos enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff, que instaram o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a reabrir a passagem durante conversas em Jerusalém.

Israel anunciou que a passagem fronteiriça estará limitada “ao trânsito dos habitantes” da Faixa de Gaza. “Nesse âmbito, uma fase piloto inicial começou hoje em coordenação com a missão da União Europeia (EUBAM) e as autoridades competentes”, ressaltou o Cogat.

Segundo uma fonte do Ministério da Saúde de Gaza, que atua sob a autoridade do Hamas, “quase 200 pessoas enfermas” aguardavam a reabertura para receber tratamento no Egito.

— Esta abertura parcial abre uma pequena porta de esperança para os doentes — disse Amine al-Hilu, 53 anos, que vive em uma tenda no norte do território e deseja uma abertura “sem restrições”.

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A reabertura acontece no contexto de uma trégua frágil entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas. No sábado, bombardeios israelenses deixaram 32 mortos, segundo a Defesa Civil de Gaza, um dos dias mais violentos desde o início da trégua, em 10 de outubro de 2025. Por sua vez, Israel afirmou que respondeu a violações do cessar-fogo.

A passagem de fronteira está fechada desde que as forças israelenses assumiram o controle do posto, em maio de 2024, com exceção de uma reabertura limitada no início de 2025, no âmbito de uma trégua anterior.

A reabertura total está prevista no âmbito do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar em definitivo com a guerra iniciada em 7 de outubro de 2023 com o violento ataque do Hamas contra Israel.

Um porta-voz do Hamas, Hazem Qasem, advertiu que “qualquer obstrução ou condição prévia imposta por Israel” constituiria “uma violação do acordo de cessar-fogo”.

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Na devastada Faixa de Gaza, muitos palestinos aguardavam com ansiedade a possibilidade de partir.

— Cada dia que passa, meu estado piora — disse Mohammed Shamiya, 33 anos, que enfrenta uma doença renal que exige tratamento de diálise e espera desesperadamente uma viagem ao exterior para receber atendimento médico.

A reabertura também deveria permitir a entrada em Gaza dos 15 membros do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), responsável por administrar o território durante um período transitório sob a supervisão do Conselho da Paz, presidido por Trump.

A reabertura ocorreu enquanto as Forças Armadas de Israel realizavam um novo ataque no sul do Líbano neste domingo. Segundo a imprensa internacional, um drone israelense atingiu um carro na cidade de Aaba, deixando uma pessoa morta e três crianças feridas.

Dois mísseis guiados atingiram o veículo, matando um membro da família al-Amis e ferindo um adolescente de 16 anos e duas crianças de nove e quatro anos. O ataque também danificou casas e outro carro. Foi o segundo ataque na região no mesmo dia.

Um menino palestino passa em frente à clínica da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), no bairro de al-Rimal, na Cidade de Gaza, em 11 de janeiro de 2026 — Foto: BASHAR TALEB / AFP

Também neste domingo, Israel anunciou que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) terá de cessar as atividades na Faixa de Gaza até 28 de fevereiro por se recusar a fornecer a lista dos seus funcionários palestinos. A organização reagiu e denunciou um “pretexto para impedir a ajuda humanitária” no território palestino.

Em dezembro, o Ministério da Diáspora israelense, responsável pelo registro das organizações humanitárias, anunciou que proibiria a atuação de 37 organizações humanitárias, incluindo a MSF, em Gaza a partir de 1º de março por não apresentarem informações detalhadas sobre os funcionários palestinos. Segundo o ministério, dois funcionários da MSF tinham vínculos com o Hamas e seu aliado, a Jihad Islâmica, algo que a ONG nega categoricamente.

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Neste domingo, o ministério declarou que a MSF comprometeu-se no início de janeiro a compartilhar a lista, mas que, “apesar do seu compromisso público, a organização se absteve” de entregar a relação. “Posteriormente, a MSF anunciou que não tinha a intenção de iniciar o processo de registro, em contradição com suas declarações anteriores”.

Em um comunicado divulgado na sexta-feira, a MSF afirmou que havia aceitado em janeiro, como medida “excepcional”, compartilhar uma “lista parcial” dos nomes de seus funcionários palestinos e estrangeiros, “condicionada a compromissos claros a respeito de sua segurança”.

“Apesar dos esforços reiterados, nos últimos dias ficou claro que não era possível qualquer diálogo com as autoridades israelenses para obter as garantias necessárias”, acrescentou a MSF, que decidiu, em consequência, não compartilhar “a lista de funcionários palestinos e estrangeiros com as autoridades israelenses”.

Com AFP e agências internacionais.



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