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Itamaraty reage a decisão dos EUA e aplica reciprocidade após saída de delegado da PFit

O Ministério das Relações Exteriores criticou, nesta quarta-feira (22), a decisão do governo de Donald Trump de determinar a saída de um delegado da Polícia Federal que atuava na Flórida. Segundo o governo brasileiro, a medida não seguiu a “boa prática diplomática” prevista em acordos de cooperação entre os dois países.

Em nota oficial, o Itamaraty informou que comunicou à embaixada dos Estados Unidos a aplicação do princípio da reciprocidade. Na prática, o Brasil decidiu interromper imediatamente as funções de um representante norte-americano que atuava em território brasileiro.

De acordo com o comunicado, a decisão americana foi tomada sem consulta prévia ou pedido de esclarecimentos sobre a atuação do delegado brasileiro, o que, segundo o governo, contraria um memorando de entendimento firmado entre os dois países. O documento prevê diálogo e coordenação antes de qualquer substituição de oficiais de ligação.

O episódio envolve o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que exercia funções nos Estados Unidos e recebeu ordem para deixar o país. Nos bastidores, autoridades brasileiras já vinham apontando a ausência de notificação formal por parte do governo americano sobre a medida.

A reação brasileira foi formalizada após reunião com a encarregada de negócios da embaixada dos EUA em Brasília. Durante o encontro, o governo informou que adotaria medidas equivalentes, incluindo a retirada das credenciais de um agente americano que atuava junto à Polícia Federal na capital federal.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a decisão e afirmou que a medida segue o princípio de reciprocidade. Segundo ele, o agente norte-americano deixa de ter acesso às instalações e aos sistemas utilizados na cooperação entre os dois países.

Apesar da tensão diplomática, Rodrigues ressaltou que não houve expulsão formal em nenhum dos casos. Tanto o delegado brasileiro quanto o agente americano apenas tiveram suas funções interrompidas. A decisão dos Estados Unidos ocorreu após acusações de que uma autoridade brasileira teria tentado contornar pedidos formais de extradição, o que, segundo o governo americano, configuraria motivação política, alegação que não foi detalhada oficialmente no comunicado brasileiro.



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