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Já Ficou Frente a Frente com um Gorila na Selva? Ruanda É “O” Lugar para a Experiência

Parece que ele faz de propósito. Faz questão de mostrar as costas reluzentes, cobertas por um pelo grisalho vistoso e denso, como se posasse para uma propaganda de xampu para primatas mais velhos. O cartão de visitas silverback anuncia que se trata do líder do bando de 10 gorilas-da-montanha que nos cercam na selva fechada do Volcanoes National Park, ao noroeste de Ruanda, no maciço montanhoso de Virunga, região selvagem que se esparrama por parques nacionais no Congo e em Uganda, lar de 1.063 gorilas que vivem zanzando pra cá e pra lá, sem se preocupar com as fronteiras. 

Getty ImagesVolcanoes National Park

Exibindo as costas, confortavelmente sentado, o bichão se serve de folhas com uma delicadeza surpreendente, escolhendo exatamente o que quer comer, mastigando com tranquilidade, sem dar a menor bola para o grupo de oito turistas de máscara. Seus gestos são tão humanos e há uma atmosfera tão familiar no encontro que parece que o gorila a qualquer momento vai falar, vai puxar conversa enquanto petisca um galho, vai fazer piada sobre a lambança que nós, espécie dita inteligente, estamos fazendo no planeta, destruindo a própria casa, colocando a existência em xeque a troco de banana.

Quando nossos olhares se cruzam, fico constrangido. Além de ser um primo distante que se acha superior, não quero ser aquele cara que aparece no meio do mato e incomoda o momento da refeição. Parece que ele percebe e tenta me acalmar com o olhar, como se dissesse: “Tudo bem, estamos acostumados com vocês por aqui… Vai encontrar minha família nessa área, cada um tocando sua vida, fique à vontade”.

Getty ImagesOs pelos prateados nas costas de um gorila indicam que ele é mais velho e pode ser o líder do grupo

De fato, este é o grupo que está mais acostumado com a presença humana. Trata-se do Susa Group, formado em 1974, a turma mais estudada pela primatóloga californiana Dian Fossey (1932-1985), que dedicou 18 anos de vida ao estudo e à conservação do gorila-da-montanha em Ruanda (até ser assassinada por caçadores). Ela foi a principal responsável pelo crescimento da população de cerca de 250 nos anos 1980 para mais de mil indivíduos em 2019, fato que tirou a espécie (Gorilla beringei beringei) da categoria “criticamente ameaçada” para “em perigo” da International Union for Conservation of Nature (IUCN). 

No auge, o Susa teve 42 membros, mas ao longo das décadas ele foi sofrendo divisões. Em 2009, já eram quatro famílias: Susa, Karisimbi, Isimbi e Igisha. A troca de olhares com gorilas não é recomendada caso o grupo seja pouco habituado com a presença humana. Ele pode se sentir confrontado… Se a barra pesar, a dica é olhar para o chão e reproduzir uma espécie de rugido que o guia ensina no início do trekking. Não se deve correr em hipótese alguma. A distância mínima aconselhável é de sete metros – mas, na mata fechada, muitas vezes a proximidade entre locais e visitantes é bem menor do que esse limite. 

Décio GalinaA expectativa de vida de um macho é de 35 a 40 anos. Ele pode ultrapassar 200 quilos e chegar a 1,70 m de altura

A partir do primeiro contato com o grupo, inicia-se outro protocolo da visita: uma hora de presença humana na rotina dos anfitriões e logo temos de sair sem mais delongas. Os meus 60 minutos foram desfrutados com extrema consciência em cada segundo. Difícil explicar, mas parece que tudo acontece em outra dimensão. O choque do primeiro contato visual, com o silverback riscando o tapete verde da mata fechada, dispara uma carga de adrenalina que leva a respiração a um ritmo que se mantém acelerado, quase um estado hipnótico, um fascínio incomparável mesmo em relação a outros momentos mágicos em safáris de sonho em Botsuana, Namíbia e Tanzânia. Topar com gorilas na selva de Ruanda – durante caminhadas que podem levar cinco horas – fica em uma gaveta diferente. Ao final de uma hora de contato, depois de se despedir e dar as costas ao último gorila (no meu caso, chorando igual criança) e retornar à civilização, não precisa de muito tempo para perceber os efeitos do encontro inédito: você volta outra pessoa.

Os passos que levam à saída da mata e, na sequência, às pequenas propriedades rurais que cercam os pontos inicial e final do trekking funcionam para destilar o desfile de cenas que se atropelam na memória: a mamãe gorila com o filhote no colo comendo mato (a semelhança do desenho da orelha não deixa dúvida sobre o parentesco); três jovens brincando de lutinha como se estivessem no recreio; dois adultos pendurados em altos galhos de árvores frondosas como se participassem de um documentário da National Geographic; um adulto estirado na relva, tirando um cochilo na sombra; os deslocamentos imprevisíveis de adultos na trilha, às vezes passando a cerca de um metro. Agora, o que mais impressiona, e faz lembrar a semelhança genética entre humanos e gorilas é a observação de pequenos gestos: uma coçadinha na nuca ou no ombro; o uso das mãos para comer e o jeito de mastigar; os trejeitos faciais como o piscar, o movimento dos olhos, o franzir da testa. A maneira como de repente fica sem fazer nada e deixa o olhar se perder em um ponto qualquer – como se meditasse.

Gorila versus humano: 95% do genoma é igual

Getty ImagesComparação do esqueleto do ser humano e do gorila

A sequência de DNA de um gorila é muito parecida com a de um ser humano: 95% de similaridade média em todo o genoma. Temos 23 pares de cromossomos organizados no núcleo das células; os gorilas têm 24. As principais diferenças estão ligadas aos sistemas reprodutivo e imunológico; à percepção sensorial (especialmente audição e olfato); à evolução de estruturas ligadas à cognição (processos mentais de adquirir conhecimento, compreensão, memória e raciocínio) e à nossa linguagem complexa. 

A expectativa de vida do gorila-da- montanha é de 35 a 40 anos na natureza; um macho adulto pode ultrapassar 200 quilos e 1,70 m de altura. As moças atingem a maturidade reprodutiva por volta dos 8 anos – até a gestação é parecida com a nossa (8,5 meses), mas a amamentação é mais longa (de três a quatro anos). Uma gorila costuma parir, em média, de três a quatro bebês na vida. A alimentação é baseada em folhas, troncos e brotos de bambu – comem 54 espécies de plantas, seis delas correspondentes a 87% da dieta.

Wilderness Bisate Reserve

Terminei esfuziante o trekking. Na estrada para o hotel, quieto, ainda era difícil assimilar tudo o que havia acontecido. Só não controlei a emoção quando o motorista estacionou em frente ao Wilderness Bisate Reserve e o gerente Patrick Bizumuremyi me recebeu na porta com um sorriso lindo. Desci do carro retribuindo o sorriso, levantando os braços com os punhos cerrados, gritando, como se comemorasse um gol no Itaquerão. Abracei Patrick e desabei a chorar (de novo). Patrick me disse que estava preocupado comigo – ele sabia que eu não tinha passado bem a noite, mal dormi, talvez ansioso demais na véspera do encontro com os primos. Choveu na noite anterior e ele me disse que isso era um ótimo sinal para o dia amanhecer maravilhoso, com menos chances de chover no trekking. 

Felix RomeBisate Reserve

Dito e feito. Por volta das 5h45, eu já estava deslumbrado vendo o sol nascer acompanhado pela cantoria de pássaros e nuvens brancas baixas, se esgarçando aos poucos como algodão sobre a copa das árvores. Girando os olhos por 360 graus, entendo a posição privilegiada em que ergueram esse lodge de apenas quatro suítes (inaugurado em setembro de 2024; a revista Forbes Brasil foi o primeiro veículo sul-americano a se hospedar), cercado por encostas cobertas de floresta tropical e seis vulcões extintos do Maciço de Virunga: Bisoke, Kari- simbi, Mikeno, Sabyinyo, Muhabura e Gahinga – um prelúdio perfeito para o dia que estava por vir. 

O Wilderness Bisate Reserve mal inaugurou e já ganhou os principais prêmios de revistas especializadas como um dos “melhores hotéis novos do mundo”. A arquitetura inspirada no Palácio Real dos monarcas tradicionais de Ruanda privilegia espaços amplos, vidro do chão ao teto e uma profunda valorização da cultura ruandesa. O projeto foi assinado pelo escritório Nicholas Plewman Architects + Associate; o design de interiores ficou por conta de Caline Williams-Wynn, da Artichoke. 

Felix RomeBisate Reserve tem a segunda diária mais cara da empresa

Dos quartos mais bonitos e bem decorados em que já fiquei na vida (no nível de êxtase que senti ao me hospedar no Wilderness Vumbura Plains, em Botsuana, em 2023, edição 115 da Forbes), a suíte 1 do Bisate Reserve, com 212 metros quadrados, tem quatro ambientes (três internos e um enorme deck, repleto de pássaros, com banheira de frente para o vulcão Bisoke), divididos por arcos de madeira com teto em formato de abóbada. Sofás, poltronas bordadas, lustres e luminárias de material reciclável, obras de arte (destaque para as peças do artista local Rigobert Uwiduhaye), lareiras, esteiras de junco, trama de vime, cestaria e cerâmica locais compõem uma atmosfera tão acolhedora que até uma insônia na véspera de ver os gorilas não é assim um fim do mundo. O lobby do lodge segue a mesma linha de ultraconforto, com vistas panorâmicas que convidam a longas contemplações. Missão quase impossível apenas atravessar esse lobby – seja para curtir o mobiliário ou a vista, você sempre acaba ficando mais do que o esperado.

O Bisate Reserve tem a segunda diária mais cara da empresa (US$ 4.930 por pessoa) e é o lodge sensação do momento no portfólio de 42 propriedades Wilderness, grupo que começou a operar em Botsuana em 1983 e hoje atua em oito países africanos, conservando cerca de 2,3 milhões de hectares (meta de dobrar essa área até 2030), casa de 315 espécies de mamíferos, 250 de répteis, 118 de anfíbios e 925 de pássaros. O grupo tem sua própria companhia aérea (Wilderness Air), com 31 aeronaves pequenas que conectam os lodges para os 40 mil hóspedes anuais. Todo esse trabalho se sustenta em um tripé composto por três verbos: educar (formação de líderes em conservação para preservação futura das áreas selvagens); empoderar (criação de programas para comunidades autossustentáveis) e proteger (garantir que a natureza selvagem não dependa de cercas).

Felix RomeRestaurante da Bisate Reserve prioriza ingredientes locais

No caso do Bisate Reserve, o hóspede entra em contato com esses pilares nas visitas à comunidade local e no plantio de mudas de árvores nos arredores das villas em cerca de nove anos, foram plantadas 135 mil árvores (o viajante recebe um certificado com a posição da muda gravada por GPS para acompanhar o seu crescimento). Uma novidade desse lodge, programada para o final de 2025, é a inauguração do The Sanctuary at Bisate, para usufruto tanto para quem fica nessa propriedade como na vizinha (Wilderness Bisate, de 2017, com seis villas). Espaço de reconexão e relaxamento profundo, com piscina interna aquecida de água salgada; sauna a vapor e o banho de gelo para terapia de contraste; cápsulas de meditação em formato de casulo; academia; área de ioga e salas dedicadas a massagens e tratamentos de beleza. 

Wilderness Magashi Peninsula

Com uma área de 26.338 quilômetros quadrados (menor do que Alagoas: 27.768) e uma população de cerca de 14,5 milhões de habitantes (a maior densidade demográfica da África: 551 habitantes por quilômetro quadrado; o Brasil tem 25), Ruanda, no centro do continente, é conhecida como a “terra das mil colinas” e não pode ser resumida a um destino que tem gorilas. Isso fica evidente quando se visita o leste do país: ali está outro brinco, novinho em folha, do portfólio Wilderness: Magashi Peninsula, situado em uma concessão privada no Parque Nacional Akagera. Inaugurado em dezembro (a Forbes esteve em outubro, a primeira revista da América Latina a se hospedar), o lodge tem apenas três villas, com centenas de metros entre elas e a área comum, onde fica o restaurante.

DivulgaçãoMagashi Peninsula

Akagera é especialíssimo por ser o único refúgio de espécies de savanas em Ruanda, além de ser a maior zona úmida protegida da África Central. O parque nacional também tem fama mundial graças à sua história de reintrodução bem-sucedida de espécies que haviam sido caçadas até a extinção local. Os leões, por exemplo: sete foram reintroduzidos em 2015 – hoje são 65. Situações semelhantes aconteceram com rinocerontes negros e brancos. Graças a esses esforços, hoje, em Akagera, é possível topar com os Big 5 (elefante, búfalo, leão, leopardo e rinoceronte).

“Nossa filosofia é deixar a paisagem falar por si só através dos ingredientes e criar pratos nutritivos e cheios de suspresas.”

John Furaha, chef Wilderness Magashi Peninsula

Outro diferencial do parque são os safáris aquáticos no Lago Rwanyakazinga, lar de mais de 700 hipopótamos, a maior densidade desse bichão de 1,5 tonelada no continente – impressionante a diferença de postura de um hipo na água (se fora dela parece um fofo, dentro ele é uma fera). Para mostrar quem manda no pedaço, ele consegue abrir a boca quase em um ângulo de 180º, mostrando dentes assustadores (os caninos inferiores podem ter mais de 60 centímetros e são usados só para brigar mesmo, já que se trata de um animal herbívoro que adora uma graminha curta, arrancada do chão com os lábios). 

O recém-inaugurado Magashi Peninsula (abastecido pela energia captada por 517 placas solares) é a segunda propriedade Wilderness em Akagera. A primeira – Magashi – foi inaugurada em 2019 e tem oito suítes. Em comum, os dois lugares funcionam como um camarote privilegiado para a observação do trânsito de hipos no lago. Ao emergirem, eles produzem sonoras bufadas com as narinas que quebram o silêncio da savana. Após uma noite muito bem dormida no mais antigo (e impressionado com os conhecimentos de flora e fauna da guia Assiat Ingabire, de 27 anos, nos safáris de carro em que encontramos rinocerontes, girafas, zebras, elefantes, impalas aos montes, topis, waterbucks, warthogs…), hora de partir para outras duas noites no mais novo.

Luke AbbotO Lago Rwanyakazinga tem a maior densidade de hipopótamos da África

A chegada ao Peninsula é impactante. Acontece pela água, a bordo de um Navis 24, todo estofado, com motor Suzuki de 140hp, bastante confortável. Com os binóculos Swarovski, foco a minha suíte ao longe e, mesmo acostumado ao padrão Wilderness, fico embasbacado: o quarto mais parece uma casa e tem um hipopótamo parado bem ao lado como se fosse um cão de estimação. O grau de atônito não diminui uma vez dentro da habitação – amplos espaços e vista para a savana em todos os cômodos (dois destaques: a piscina de imersão voltada para o lago; e a Star Bed, cama arrumada no telhado, a céu aberto, para apreciar o firmamento coalhado de estrelas).

Palmas também para o restaurante do Magashi Peninsula (aquele de que mais gostei dos três lodges visitados – e olha que a concorrência foi dura). A “culpa” é do chef ruandês John Furaha, de 32 anos e 10 de experiência nas principais cozinhas do país. “Nossa filosofia é deixar a paisagem fala por si só através dos ingredientes e criar pratos nutritivos, sustentáveis e cheios de surpresas”, diz. De fato, já sinto saudades até das sopas que lá tomei; do kafta de cordeiro com molho de alho assado, feijão-branco e geleia de tomate; e do linguine cremoso com pimenta-do-reino preta, alcachofras grelhadas e nozes. 

DivulgaçãoJohn Furaha, chef Wilderness Magashi Peninsula

Saudade enorme da dupla de guias Alphonse Ntabana e Innocent Tuyi- senge, que me acompanhou nos safáris em Akagera e produziu mesas com quitutes e drinques para acompanhar o pôr do sol em locações de cinema. Quanta história boa ouvi, quantas curiosidades a respeito dos animais e da região – e tudo na medida certa. Afinal, o silêncio é fundamental nas andanças africanas. Próximo ao ponto-final do texto, meu foco escapa do cursor piscando na tela e se perde no vazio. Encontro o olhar do gorila à espreita. Pelo jeito, vou levar para sempre esse olhar comigo.

Qsuite: a melhor executiva do mundo

O suave clique que a porta deslizante faz ao fechar a QSuite é a senha para o início de um voo de total privacidade, conforto, serviço impecável, boa gastronomia, amenities Diptyque e Wi-Fi Starlink nas 14 horas de São Paulo a Doha, no Catar. A business da Qatar Airways não cansa de ganhar prêmios como a melhor classe executiva do mundo – este ano, levou de novo o reconhecimento da Skytrax World Airline Awards, premiação mais respeitada do segmento desde 1999. Nos últimos oito anos, a QSuite ficou com o primeiro lugar seis vezes. 

DivulgaçãoQsuite

O feito reflete um prêmio maior que é o de melhor companhia aérea do mundo, recebido este ano pela Qatar Airways (empresa que mais ganhou na história do Skytrax: 11 vezes). De Doha, o voo para Kigali (capital de Ruanda) dura sete horas. A conexão no (não menos premiado) aeroporto internacional de Hamad é excelente graças à qualidade das salas VIP para a classe executiva: Al Mourjan Business Lounge, também premiadíssima – enorme, uma das maiores do mundo, com design de primeira, tetos altos e espelhos-d’água. São duas salas: a South e a The Garden. Na segunda estão o Dior Spa, o Louis Vuitton Lounge (com menu do chef estrelado Michelin, Yannick Alleno) e uma vista incrível da área The Orchard: jardim tropical do Hamad, com mais de 300 árvores e 25 mil plantas e arbustos sob um teto de vidro que garante iluminação natural.

Genocídio em 1994 matou 800 mil

Ruanda foi palco de um genocídio que entrou para a história como um dos eventos mais rápidos e brutais do século 20: em 100 dias (de abril a julho de 1994), 800 mil pessoas foram assassinadas. O massacre foi resultado de décadas de tensão étnica intensificada pela colonização belga, que favoreceu a minoria tutsi em detrimento da maioria hutu. Como estopim, o assassinato do presidente hutu Juvénal Habyarimana, dia 6 de abril. Extremistas hutus culparam os tutsis e iniciaram um plano de extermínio. 

A matança só terminou graças à vitória militar da Frente Patriótica Ruandesa (FPR), uma força rebelde tutsi liderada por Paul Kagame, que virou presidente e está no cargo até hoje. Na capital do país, há o Memorial do Genocídio de Kigali, construído no local onde 250 mil pessoas foram enterradas, que funciona como museu e centro de educação para que horrores como esse não se repitam. O turismo é a principal fonte de renda de Ruanda após o massacre. Vale a pena ficar em Kigali antes de rodar pelo país. Na capital, a dica é o hotel boutique The Retreat by Heaven, onde o rei Charles 3º se hospedou em 2022.

*Reportagem publicada na edição 137 da Forbes Brasil, disponível nos aplicativos na App Store e na Play Store



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