A JHSF encerrou o primeiro trimestre com crescimento expressivo nos principais indicadores operacionais e financeiros, impulsionada tanto pela expansão das receitas recorrentes quanto pelo avanço da incorporação imobiliária e de projetos considerados diferenciais dentro do mercado brasileiro de luxo.
A receita bruta consolidada somou R$ 589,5 milhões entre janeiro e março, alta de 34,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado alcançou R$ 250,6 milhões, avanço de 26,7%, enquanto o lucro líquido atingiu R$ 371,6 milhões, crescimento de 9,3% na comparação anual.
Segundo o CEO da companhia, Augusto Martins, os números refletem a maturação dos ativos e a disciplina financeira da empresa. “O trimestre reflete a consistência operacional da companhia, sustentada pela qualidade dos ativos, pela demanda consistente e pela execução disciplinada da nossa estratégia. Seguimos avançando com foco em eficiência, excelência, crescimento e geração de caixa”, afirmou.
A principal alavanca do resultado continua sendo a vertical de renda recorrente, que engloba shoppings, hospitalidade, gastronomia, aeroporto executivo e clubes. A divisão registrou receita bruta de R$ 389,8 milhões, alta de 17,1%, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 19,8%, para R$ 176,6 milhões.
Nos shoppings, a companhia manteve níveis de ocupação próximos de 100%, com crescimento de 8,4% nas vendas e avanço de 11,5% no aluguel das mesmas lojas. Já em hospitalidade e gastronomia, a JHSF reportou aumento de 6,3% na diária média dos hotéis e crescimento de 9% no RevPAR,indicador que mede receita por quarto disponível, além de maior fluxo nos restaurantes do grupo.
Outro destaque foi o desempenho do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, um dos principais ativos da companhia. O terminal registrou aumento de 18,3% nos movimentos de aeronaves e expansão de 19,8% no volume de combustível abastecido no trimestre. A empresa também vem intensificando investimentos em empreendimentos voltados à experiência e ao lifestyle de alto padrão, estratégia que tem se tornado um diferencial competitivo da JHSF no setor imobiliário. Dentro desse movimento, ganham relevância os projetos de clubes e residenciais integrados a serviços exclusivos, incluindo iniciativas como os clubes com piscina de ondas artificiais, voltados à prática de surf e entretenimento premium.
A unidade de Residences & Clubs avançou 43% no período, impulsionada pelo crescimento das receitas de locação, venda de memberships e operação dos clubes. O modelo reforça a aposta da companhia em ativos capazes de gerar recorrência de receita ao mesmo tempo em que ampliam o engajamento dos clientes com o ecossistema da marca.
Além da expansão operacional, a JHSF encerrou o trimestre com posição robusta de caixa. O caixa bruto totalizou R$ 4,2 bilhões, enquanto o caixa líquido ficou em R$ 1,8 bilhão. Segundo a companhia, o perfil da dívida permanece alongado e com o menor custo financeiro da história da empresa, garantindo cobertura de caixa estimada em aproximadamente sete anos.
A JHSF Capital, braço de investimentos do grupo, também ampliou sua relevância dentro da estrutura corporativa. Em três anos de operação, a plataforma atingiu R$ 11,2 bilhões em ativos sob gestão e tem desempenhado papel estratégico na originação de recursos e estruturação de veículos financeiros para suportar a expansão dos negócios.
Com um pipeline que inclui ampliação de shoppings, novos empreendimentos imobiliários, crescimento da plataforma de locação residencial e expansão dos ativos de renda, a JHSF busca consolidar um posicionamento cada vez mais associado ao mercado de luxo experiencial, tendência que vem ganhando força no setor imobiliário brasileiro e internacional.
JHSF EM NÚMEROS
Receita bruta consolidada: +34,1%
Ebitda ajustado: +26,7%
Movimento no Catarina Aeroporto: +18,3%
Ativos sob gestão da JHSF Capital: R$ 11,2 bilhões
Ocupação dos shoppings próxima de 100%