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Moagem de cana e produção de etanol saltam no início da safra do centro-sul; açúcar tem recuo

A moagem de cana-de-açúcar no centro-sul do Brasil na primeira quinzena de abril somou 19,96 milhões de toneladas, alta de 19,67% em relação ao mesmo período do ano passado, informou nesta quinta-feira (30) a associação do setor Unica, indicando um início de safra 2026/27 acima das expectativas.

A produção de etanol (de cana e milho) saltou 33,32% na comparação com a mesma quinzena do ano passado, para 1,23 bilhão de litros, enquanto a de açúcar caiu 11,94% para 647 mil toneladas. Pesquisa da S&P Global Commodity Insights havia previsto números mais baixos para o período.

Usinas elevaram a destinação de cana para a produção de etanol a 67,07%, versus 55,29% no mesmo período do ano passado, já que os preços estão mais remuneradores do que os do açúcar, que atingiram recentemente os menores níveis em cinco anos na bolsa de Nova York.

No caso do açúcar, o “mix” caiu para 32,93%, versus 44,71% no mesmo período do ano passado.

“Esse movimento reflete as condições de mercado favoráveis ao etanol neste início de safra e, ao mesmo tempo, oferece maior segurança ao abastecimento doméstico em um momento em que inúmeros países enfrentam incertezas energéticas”, disse o diretor de Inteligência Setorial da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Luciano Rodrigues, em nota.

A produção de etanol teve contribuição ainda de um salto de 15% na fabricação do combustível de milho, para 411,94 milhões de litros.

Ao todo, 195 unidades produtoras estavam em operação ao término da quinzena 177 com processamento de cana, 10 dedicadas ao etanol de milho e 8 usinas flex (de milho e cana) , resultado da entrada de 126 unidades nos primeiros 15 dias de abril, somadas às 52 que haviam iniciado na segunda quinzena de março.

Na última quinzena da safra 2025/26, a moagem havia disparado 63,88%, para 7,55 milhões de toneladas, com a produção de etanol também dominando o “mix”, com 75,08%.

Com isso, a safra 25/26 se encerrou com moagem de 611,15 milhões de toneladas, queda anual de 1,73%; a produção de açúcar cresceu 0,6% na temporada, para 40,4 milhões de toneladas, e a de etanol cedeu 3,56%, para 33,7 bilhões de litros.

A produção de etanol de milho do centro-sul atingiu 9,19 bilhões de litros em 2025/26, avanço de 12,26%, segundo a Unica.

Expectativa com vendas de etanol

As vendas de etanol na primeira quinzena da safra 2026/27 pelas unidades produtoras totalizaram 1,28 bilhão de litros, queda de cerca de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, com os negócios no mercado interno respondendo por quase a totalidade.

Do total comercializado pelas usinas do centro-sul, 820,15 milhões de litros foram de etanol hidratado, usado nos carros flex, e 460,87 milhões de litros de anidro, destinado à mistura com a gasolina.

Segundo a Unica, o ritmo de vendas tende a se acelerar nas próximas semanas, com a expectativa de repasse dos preços nas usinas para os consumidores.

“A expectativa é de crescimento consistente das vendas à medida que a queda de preço já observada na porta da usina seja transmitida para o consumidor final. Na primeira quinzena de abril, os preços ao consumidor ainda não refletiam o movimento verificado no elo produtor”, disse Rodrigues.

“Esse repasse, quando ocorrer, deve ampliar a atratividade do etanol hidratado nos postos”, avaliou ele.

Os preços do etanol nas usinas de São Paulo registraram queda de 17% para o combustível hidratado e de 14% para o anidro em relação aos valores vistos há pouco mais de um mês no maior Estado consumidor e produtor do país, segundo dados do centro de estudos Cepea. Já as cotações do hidratado nos postos tiveram reduções mais leves, segundo reportagem da Reuters nesta semana.

A Unica informou ainda que, no acumulado da safra 2025/26, o etanol hidratado comercializado no mercado interno alcançou 20,34 bilhões de litros, ante 21,74 bilhões no ciclo anterior. Já as vendas de anidro somaram 13,04 bilhões de litros de anidro, alta anual de 7,08%, entre outros fatores, pela entrada em vigor do E30 a partir de agosto de 2025.



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