O neonatologista do Mater Dei, Samir Nahass, afirmou, em entrevista ao Metropole Saúde desta segunda-feira (20), que a sepsis, uma condição clínica infeciosa que pode ser fatal, tem hoje mecanismos e aplicativos de inteligência artificial (I.A.) que podem recolher informações dos pacientes, além de acelerar o processo de diagnóstico da condição. A inteligência artificial pode inclusive, sob uso médico, indicar um protocolo de antibióticos para o paciente.
“A sepsis é uma condição grave em que o paciente precisa receber o antibiótico logo na primeira hora. Dependendo de como você abastece as informações nesse prontuário, a inteligência artificial lhe traz o seu protocolo institucional sobre qual antibiótico você deve utilizar naquela condição, ela parametriza o sistema para que você possa emitir uma prescrição daqueles antibióticos que o paciente vai usar, quais são os exames laboratoriais que poderão ser feitos”, expllicou o especialista.
De acordo com Samir, com apenas um “enter”, é possível iniciar diversas frentes de trabalho ao mesmo tempo para dar suporte. “Você starta o time do laboratório para fazer a coleta, o time da farmácia para começar a preparar os antibióticos para serem dispensados para administração do paciente, sinaliza para a equipe de enfermagem que o paciente precisa de um acesso venoso. Esse processo precisa ser orquestrado para que esse antibiótico seja administrado em até 60 minutos”.
O exemplo de sepsis foi dado por Samir para mostrar como a inteligência artificial, através de mecanismos utilizados pela medicina, otimiza processos em questões de diagnóstico, sugestão de medicamentos e emergências de determinadas condições.