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Nova cena de artistas indígenas mistura ancestralidade e liberdade pop

Uma nova geração de artistas está em ascensão na música brasileira e em busca de construir carreiras sem rótulos. Desprendidos dos estereótipos populares sobre a música indígena, nomes como Kaê Guajajara e Brisa Flow se aventuram por gêneros musicais e buscam a liberdade artística.

Kaê Guajajara, por exemplo, iniciou a carreira fazendo rap. Agora, aposta em músicas e looks mais voltados para o pop. Mesmo com as mudanças, afirma que a cultura indígena segue presente nos projetos que realiza.

Nascida no Maranhão e criada no Rio de Janeiro, a artista lamenta que ainda existam estereótipos tão fortes quando o assunto são as artistas indígenas.

“As pessoas querem que a gente performe algo estereotipado, mas estou na minha era diva pop. Chego para os shows de salto, blusinha e muitas vezes as pessoas pensam: ‘não era essa índia que eu queria’”, contou.

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Kaê Guajajara

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Kaê Guajajara, Victor Xamã e Brisa Flow

Reprodução, Reprodução e @tonsdefoto

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Kaê Guajajara

Lisi Potyguara

A artista, que agora investe no pop e se apresenta em grandes festivais nacionais, acredita que o mergulho em um novo gênero musical é uma forma de se sentir viva.

“A diva pop quer viver, não só sobreviver. Saí do Maranhão, passei por dificuldades, mas agora quero viver coisas boas. Misturar tudo que vivi na minha música e mudar minha realidade”, celebrou.

A cantora Brisa Flow segue um caminho parecido. Filha de artesãos chilenos, ela nasceu em Minas Gerais e une sua ancestralidade indígena mapuche, no sul do Chile, a diferentes estilos musicais.

Em suas músicas, a artista mistura línguas originárias com espanhol, português e inglês. Atração de edições passadas do Lollapalooza e Rock in Rio, Brisa Flow criou uma identidade no rap e manteve a essência.

“Eu digo que a minha música é rap jazz neo-ancestral. Mistura trompa, teclado, trompete, músicas percussivas. Mistura tudo isso com o rap eletrônico”, explicou.

Música amazônica e música indígena

O rapper manauara Victor Xamã está se consolidando como um artista nacional e faz questão de diferenciar as identidades. “Nem sempre a música indígena é amazônica e nem sempre a música amazônica é indígena”, ressaltou.

“A música indígena é muito mais abrangente, porque ela vai em um contexto universal. Estamos falando de povos originários. A música amazônica tem artistas amazônicos que não têm responsabilidade musical com a Amazônia. Eu não sou de acordo com isso, mas acontece.”

Nas músicas produzidas, o rapper celebra a cultura da região Norte do Brasil. Mesmo assim, também sofre com os estereótipos como se fosse um cantor indígena. Apesar disso, segue firme com as convicções musicais.

“É contraditório, mas o rap é o estilo de música que eu gosto. Vem com o funk, com o soul, que tem um contexto histórico forte da música preta. Isso sempre me encantou, mesmo sendo manauara”, afirmou.





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